domingo, 23 de novembro de 2014

Operação Urano e cerco do exército nazista



A Operação Urano foi realizada com sucesso em 19 de novembro de 1942 durante as intensas batalhas na cidade imortal de Stalingrado. Importantíssima para o desafogo da cidade e principalmente o cerco dos exércitos nazistas, foi uma das operações militares melhor vitoriosas na Segunda Guerra.
Contando com escassos recursos desde meados de agosto, o Marechal Paulus não se mantinha mais assim como seu exército de pé, em novembro a situação beirava o caótico em meio ao rigoroso inverno e as batalhas ora com o Exército Vermelho, ora com as milícias e ninguém nunca ganhava a batalha, ficando numa frente praticamente estática.
Mal protegida no início de novembro a frente alemã contava apenas com sobras, embora houvesse homens o suficiente para tomar a cidade. Mas os exércitos que protegiam o quartel alemão eram muito fracas, apenas pelotões e com unidades romenas, húngaras e italianas. Os alemães preparavam uma ofensiva para o inverno tencionada por Hitler. No entanto a ofensiva não aconteceu.
Situação da frente em Stalingrado em novembro de 1942
Aleksander Vasilievsky e o Marechal Giorgy Zhukov líderes das forças soviéticas planejaram no fim do outono um plano para a captura do 6º Exército da Wermacht por meio de um cerco que seria efetuado durante o inverno. O plano seria manter as tropas germanicas em Stalingrado combatendo enquanto efetuava cerco da cidade a fim de impedir a entrada de recursos aos exércitos nazistas.
Em 19 de novembro tem início o cerco que os romenos preveram e pediram apoio do quartel, mas este não os envia nada. Pouco a pouco a cidade é cercada.
Em 20 de novembro as forças romenas foram esmagadas junto a algumas italianas e húngaras. Os exércitos do norte e sul se encontram em Kalach, 50 km de Stalingrado, o cerco foi feito, a Operação Urano estava consumada e vitoriosa. A partir dali seria questão de tempo para os nazistas se renderem.
Os nazistas ainda tentam a tática de ponte aérea para recursos, mas foi falha não só pelo tempo, mas a Força aérea Vermelha que destruía qualquer Luftwaffe que se avizinhasse na região. Mas desafio maior seria para os soviéticos conseguirem retirar os nazistas forçando-os a rendição, pois na cidade havia milhares de civis ainda ao lado de prisioneiros, é por isso que não foram feito bombardeios sobre a cidade por parte dos soviéticos.
 Essa foi somente uma das mais impressionantes vitórias do Exército Vermelho em Stalingrado e na Grande Guerra Patriótica, a Operação Urano em sí é considerada uma das mais bem planejadas de todos os tempos. E todas as gratidões possíveis merecem ser dadas aos soviéticos que resistem em Stalingrado, ao Exército Vermelho e aos líderes militares, Aleksander Vasilievsky e Marechal Zhukov, os mentores da operação.











quinta-feira, 6 de novembro de 2014

A Batalha de Moscou Parte II: A parada de 7 de Novembro de 1941


Um dos momentos mais incríveis da história e também de maior ousadia em todas as guerras ocorreu exatamente em 7 de novembro de 1941. Foi o dia da Parada da Vitória da Revolução de Outubro de 1917 em plena Grande Guerra Patriótica.
Para a mente dos milhares que acompanharam no rádio de suas casas no inverno, ou mesmo dos veteranos desta marcha, foi um dia inesquecível. A quatro meses que os soviéticos vinham combatendo os nazistas, apesar de um avanço lento e quase sendo paralizados em Smolensk, os nazistas ainda avançavam havia um enorme pânico em Moscou, especialmente entre os líderes do Partido, no entanto nem todos se amedrontaram, grande parte do povo moscovita se recusou a sair da cidade e ficou para resistir numa atitude semelhante a do Secretário Geral Josef Stálin.
Embora os nazistas avançassem com dificuldade e o Exército Vermelho pouco a pouco desde meados de setembro estivesse equilibrando a batalha, a máquina de guerra nazista ainda era superior devido sua preparação anterior de anos a mais para a industria da guerra.

Em novembro

Em novembro de 1941 a situação não era fácil da na URSS como já foi dito antes, Leningrado estava num cerco e sem comunicações, as outras cidades antes de Moscou haviam todas caído, Smolensk foi a última cidade importante, e quando ocorreu isso muitos político na capital fugiram e até mesmo cogitaram a possibilidade de mudar a capital para uma região no além dos Urais. Mas nem todos o fizeram, Stálin foi um desses.
Na contramão, Stálin declarou que ficaria na cidade até ser o último a cair, essa prova de bravura do dirigente soviético pouco exaltada na historiografia ocidental pouco é comentada, e é a grande prova de honra não só de Stálin em relação as nações da URSS, mas de confiança no seu exército e novo Marechal, o russo Giorgy Zhukov em lugar do Voroshilov.
Marechal desde os tempos da Guerra Civil Voroshilov era o militar de confiança do Partido Comunista da União Soviética, embora sua honra e patente não o garantam, suas falhas nas retirada de populações em certas regiões além da condução de guerra contra a Finlândia o levou a mudança no Comissariado da Defesa para dar lugar ao brilhante e talentoso Zhukov que seria o responsável pela defesa de Moscou.
Mas os exércitos nazistas estavam já as portas de Moscou e a defesa portanto teria de ser bem organizada não só pela população como pelo exército e os políticos em Moscou. Porém houve um problema, e este era em relação a uma velha tradição soviética de fazer paradas em homenagem a Revolução de Outubro em todo o ano no dia 7 de novembro, data da tomada do poder pelo proletariado. A Parada deveria ser cancelada devido aos ataques de Hitler?

 A Parada de 7 de novembro

Enquanto a campanha soviética enfatizava a resistência do povo moscovita e a preparação para a guerra que se aproximava, e Stálin fazia com Zhukov os preparativos da defesa de Moscou, a propaganda nazista glorificava a vitória certa e a queda de Moscou anunciando que cairia no exato dia da vitória do bolchevismo no país, e que significaria a derrota de outubro. Apesar de ser uma campanha fantástica, Adolf Hitler fez questão de que fosse exatamente em 7 de novembro que a invasão massiva sobre a capital fosse feita.
Stálin e o PCUS com os seus informantes claramente sabia da situação, e que fariam de tudo, jogariam todas as cartas para capturar a capital, era necessário resistir, mas mais do que isso, mostrar forças, e foi o que a URSS fez. Stálin que recebeu incessantes pedidos para cancelar a Parada de 7 de Novembro recusou-se a essa humilhação, e deixou intacta numa da maiores demonstrações de ousadia em guerras, e mais não deixou sós os soldados na Praça Vermelha, os acompanhou toda a parada e discursou durante aproximadamente 7 minutos.
Foi um dos momentos mais gloriosos da história, pois após marcharem os soldados iam para guerra lutar com os nazistas. Foi uma demonstração não só de resistência, como também de vitória do povo soviético que se materializaria em dezembro do mesmo ano. E aqueles que lá estiveram presentes, só eles sabem a honra histórica daquele momento no papel da motivação frente a guerra com os nazistas, foi ali que se iniciou o primeiro triunfo da Grande Guerra Patriótica.
Segue-se a seguir o discurso de Josef Stálin, Secretário Geral do PCUS na íntegra.









quinta-feira, 16 de outubro de 2014

70 anos da libertação da Sérvia pelo Exército Vermelho





No próximo dia 20 de outubro, completar-se-á sete décadas da libertação por parte do Exército Vermelho da cidade de Belgrado, capital da Sérvia, importantíssimo Estado hoje parceiro da Federação Russa. Naquela ocasião a libertação da Sérvia foi importante e deixou de forma bem latente assim como mais uma derrota dos nazistas frente aos Partizans que seu império estava ruindo
Embora não faça parte da URSS, a Yugoslávia era parte de mais um objetivo para libertação na Grande Guerra Patriótica, pois o povo irmão, os sérvios viveram sob uma cruel ditadura do nazifascista líder da Ustasha, Ante Pavelic que como uma marionete da Alemanha Nazista praticou inúmeros crimes hediondos demais na Sérvia.
Até 1941 a Iugoslávia que era um jovem Estado formado logo após a Grande Guerra de 1914-1919 se via em contradições internas entre as nacionalidades, os croatas que eram católicos eram simpatizantes ao nazi-fascismo, enquanto os sérvios eram ortodoxos, mas não simpatizantes ao governo soviético, embora eslavos, o que os deixava em posição inferior na cadeia de raças dos nazistas. Embora o Estado fosse uma monarquia todas essas contradições e pressões foram enormes sobre o rei.
Em 1941 o reino é invadido, a Croácia contribui para a ocupação nazista enquanto o rei foge para Londres assim como todos os demais líderes de Estados invadidos e ocupados pela Alemanha Nazista no leste. A Croácia submete um reino de terror em toda a Iugoslávia, milhares de eslavos passaram a ser mortos, outros forçados a converterem-se ao catolicismo com o envio de milhares de padres sob a orientação de Pio XII para a conversão dos eslavos.
O governo croata recebia apoio tanto do governo nazista como da própria Igreja Católica, John Cornwel em seu livro o Papa de Hitler, discorre bem do assunto  assim como muitos outros pesquisadores. Santiago Camacho, por exemplo, fala em inquisição católica em pleno século XX. Pois o Papa chegou mesmo a receber a Ante Pavelic em Roma onde recebeu a missão de converter os eslavos durante a Grande Cruzada Contra o Bolchevismo.
No entanto as derrotas sucessivas para a URSS acumuladas entre 1941 e 1943 fizeram estremecer o domínio nazista na região. O Cardeal-arcebispo Alouysios Stepinac percebendo tal tenta um acordo com a Igreja para inocentar-se e muda de lado no conflito sob orientação papal. No entanto anos depois Tito revelaria os crimes dos católicos na região embora jamais tivessem sido reconhecido.
Jozip Broz, Tito que já havia lutado na Guerra Civil Espanhola contra as forças nazi-fascistas entre 1936 e 1939 também formou uma coalizão anti-ocupação na Iugoslávia e teve sucesso com o surgimento dos Partizans sob sua orientação, embora não lutassem sós, tinham apoio logístico e material tanto da URSS quanto dos ocidentais, pois recebeu apoio do rei iugoslavo Pedro II, embora logo depois abolisse a monarquia no Estado.
Logo após a libertação da cidade de Sófia em 9 de setembro de 1944, o Exército Vermelho partia em direção a Iugoslávia com o já estabelecido governo democrático popular búlgaro. No entanto não seria uma batalha fácil, pois os húngaros eram os únicos ao lado dos croatas ainda presentes ao lado da Alemanha nazista m fins de 1944 na Europa excetuando-se a Itália. A fortaleza construída em Belgrado foi para uma resistência longa conta o João Claudio que:

''No dia 12 o avanço rumo a Belgrado recomeçou com força máxima. O inimigo gozava de grande poder de artilharia e lutava com fúria. O terreno próximo ao Monte Avala, nas cercanias da capital era pantanoso, causando dificuldade à progressão''

(PITILLO, João Claudio Platenik. Aço Vermelho- Os segredos da vitória soviética na Segunda Guerra Mundial

E mais o comando nazista temendo pelo pior ainda decretou sítio na capital Iugoslava, um verdadeiro terror instaurou-se na cidade. E embora contasse ainda com a ajuda dos húngaros o governo de Pavelic já não tinha sustentação dos nazistas que no fim de 1944 protegiam suas bases petrolíferas restantes na Hungria sob o regime de Horthy. Não seria fácil uma vitória em Belgrado e realmente não foi.
Com a estratégia do salve-se quem puder, os exércitos nazistas bateram em retirada. No dia 15 de outubro Belgrado ainda não estava livre, por isso a luta se arrastou por mais 5 dias. Somente em 20 de outubro os Partizans de Tito adentram Belgrado abandonada e enfraquecida. Neste dia foram feitos vários prisioneiros que se renderam. Pavelic fugiu para Áustria enquanto os demais fugiram ou foram capturados e presos pelos partizans. Mesmo assim muitos se esconderam e fugiram entre os nazistas da Ustasha.
A libertação da Iugoslávia em 1944 custou caro ao Exército Vermelho, só para a libertação da Sérvia oriental custou 3.500 soldados mortos e 4.500 feridos. Mesmo assim foi muito importante na Grande Guerra Patriótica, a libertação da Sérvia foi uma das mais importantes, visto que desestabilizou os Bálcãs e forçou os nazistas a recuarem para o norte na Áustria e o oeste da Hungria.












quinta-feira, 2 de outubro de 2014

A Batalha de Moscou Parte I: Operação Tufão






Essa será a primeira de uma série de três postagens da batalha mais importante da Grande Guerra Patriótica, conforme destacado, esta primeira será especificamente focada na Operação Tufão. Denominada assim para que fosse rápida e arrasadora sobre Moscou, seus objetivos eram principalmente cercar a cidade e capturá-la em um mês no mínimo, o que não ocorre, pois a cidade resistiu e o inverno chegou. Paralisando as operações de guerra, fazendo a resistência da cidade a primeira derrota da Blitzkrieg nazista de grande importância, visto que falha em seu objetivo de capturar Moscou.
A Operação Tufão teve início oficialmente em 1 de outubro de 1941 quando as tropas de Fedor Von Beck que faziam parte do grupo de exércitos do centro partem para Moscou após a queda de Smolensk.
Como foi colocado no post anterior, Smolensk era uma cidade chave, sua captura abria caminho para as portas de Moscou, para Hitler embora fosse custosa a vitória em Smolensk, acreditava que os soviéticos já não possuíam mais exércitos e nem organização capaz de defender Moscou, a sua euforia como a de muitos nazistas era enorme.
Já em Smolensk e em outras cidades na Bielorrússia havia sido latente que os nazistas não teriam capacidade de vencer sós, pois o Japão que tinha a missão de invadir a União Soviética pela Manchúria não o fez no extremo oriente, o que deixava o Estado lutando em só uma frente e garantia toda a força concentrada contra os nazistas. A resistencia em Smolensk comprovou que a máquina nazista não era invencível e irresistível, podendo ser parada e vencida, visto que houve um contra ataque embora sem muito sucesso do Exército Vermelho.
Em outubro, em Moscou não se falava e nem pensava em outro assunto a não ser a aproximação dos nazistas, todos estavam em pânico, embora a propaganda do Partido Comunista procurasse acalmá-los, mesmo assim a população se preparou para a batalha pela defesa da capital, foram construídas inúmeras barricadas, voluntários de todas as Repúblicas Socialistas Soviéticas juntavam-se aos russos nessa decisiva batalha pela vida da própria URSS.
No dia 15 começam os bombardeios a capital , a primeira a sofrer bombardeio é a região de Volokolamsk que se localiza no Oblast moscovita. A defesa nessas regiões foi heróica, Ivan Panfilov foi um destes heróis que lutaram com bravura na defesa de Moscou, por sua vez designado para a defender Moscou, Giorgi Zhukov foi nomeado marechal.
Zhukov com o Komsomol foram os principais responsáveis pela organização da defesa em Moscou, foram feitas várias barricadas nas cidades próximas ao Kremlin, milícias locais de voluntários foram criadas, mesmo assim muitos locais foram evacuados e a muita gente foge da cidade temendo a invasão alemã e queda de Moscou. Inclusive o governo que passou para a parte leste da cidade de Kuybychev (Atualmente Samara). No entanto alguns membros do Partido e mais corajosamente Stálin se mantiveram na capital soviética e resistiram vitoriosamente.
As principais forças de defesa da URSS presentes na capital eram a Frente Ocidental Soviética, Frente de Reserva, Frente de Briansk e Frente Kalinin. Todas estas liderados por Giorgi Zhukov, Aleksander Vassilievskiy, Bóris Shaposhnikov, Ivan Konev, Yakov Tcherevchenko e outros. Todos condecorados como heróis com todas as honrarias possíveis a qualquer um bravo herói na URSS.
A população moscovita resistiu ainda mais heroicamente e em condições muito precárias devido a falta de telecomunicações e a chegada do inverno, embora não tivesse faltado energia na cidade, os alimentos e outros recursos foram racionalizados por pelo menos 2 meses, entre novembro e dezembro. Embora tivesse sido tempos difíceis, o povo moscovita foi bravo e resistiu com bravura talvez nunca antes vista na URSS desde a Guerra Civil entre 1918 e 1920.
A vitória foi alcançada em dezembro após uma ofensiva feita pelo Exército Vermelho liderado por Zhukov e de quebra retirou a ameaça da queda da capital perante os nazistas. Essa foi a primeira derrota dos nazistas. Stálin notadamente em 7 de novembro havia dito com toda a boa fé que a vitória do Exército Vermelho seria certa devido ao desgaste dos nazistas, e estava correto. Seu acerto foi tão enorme que pode mesmo presenciar os frutos de seu discurso ao vivo, o que é para poucos.
















domingo, 28 de setembro de 2014

Smolensk: A cidade russa que comemorou a sua libertação no dia de seu aniversário






Durante a última semana, em 25 de setembro de 2014, a cidade de Smolensk, localizada na Federação Russa atualmente acabou de completar dois aniversários, o primeiro se trata da fundação da cidade, e o segundo se trata da libertação da cidade ocorrida em 1943.
Smolensk a muito tempo já era foco de conflito entre os russos e demais povos situados em suas fronteiras, era uma das cidades chave na região mais a oeste da Rússia em certas épocas, e usada sempre como posto avançado de resistência. Na Grande Guerra Patriótica não seria muito diferente, pois era a única grande cidade soviética situada antes de Moscou, e na direção da capital da União Soviética. Ou seja lá uma resistencia seria imprescindível para a capital e portanto mesmo libertá-la da ocupação nazista era necessário.
Nos primeiros meses da Operação Brabarrossa Smolensk foi capturada, embora de forma implacável e difícil devido a resistencia fornecida pelos soviéticos na cidade que jamais admitiram a ocupação por completo da cidade. Param três meses para capturar uma só cidade, um ato muito heróico e que merece ser lembrado, todos os cidadãos desta cidade sabiam muito bem que passasse qual dificuldade que fosse tinham de resistir, estavam na última barreira antes de Moscou.
Os dois anos de ocupação da cidade jamais foram tranquilos, sempre houve os saboteadores e os Partzans que atormentavam aqueles que se estabeleciam na cidade, o Komsomol teve um papel dos mais importantes para isso, não é a toa que muitos de seus integrantes recebem medalhas de heróis e heroínas da URSS posteriormente.
O Exército comandado pelo general Rakutin resistiu heroicamente o quanto pode e evitou a ofensiva rumo a Moscou durante muito tempo.
Em 1943 a situação era outra, com as vitórias em Stalingrado e as ofensivas já tomando o seu curso, libertar Smolensk era importante para reestabelecer comunicações e uma cabeça de ponte para a libertação da Bielorrússia que viria se concretizar um ano depois de muitas batalhas. A libertação de Smolensk ocorre devido a própria população que constantemente sabotava as comunicações alemãs e formou guerrilhas para combates. Embora exista tudo isso, a libertação foi gradual e de forma demorada, só em setembro possuía-se condições para a libertação da cidade que foi concluída no exato dia de seu aniversário.
A libertação de Smolensk que se deu em 25 de setembro de 1943 sempre será e foi comemorada entre seus habitantes, um dia para jamais ser esquecido, pois é de dupla comemoração dos cidadãos que merecem duplamente parabéns por sua luta e de seus antepassados juntamente com os demais soviéticos na Grande Guerra Patriótica. Segundo alguns dos historiadores militares mais importantes, a libertação de Smolensk foi o começo da marcha do Exército Vermelho que só terminaria em Berlimno ano de 1945.










domingo, 21 de setembro de 2014

A libertação de Tallin em setembro de 1944


Tallin em setembro de 1944 já estava ocupada pelos exércitos nazistas da wermacht a aproximadamente quase 3 anos, desde o início da Operação Barbarrossa, e uma das primeiras cidades soviéticas de grande importância a ser ocupadas.
Cidade quase milenar e uma das mais antigas na Europa moderna e contemporânea, Tallinn é uma cidade portuária e importantíssima frente ao Golfo da Finlândia. Ocupada durante anos pelo Império Russo desde a Grande Guerra do Norte a presença germânica nesta assim como em todas as Repúblicas atuais no Mar Báltico é muito forte.
No fim da Primeira Guerra Mundial após a Revolução Russa a Estônia manteve-se assim como os demais países Bálticos como redutos que sobraram dos russos brancos. Grande parte da liderança destes países, e pode-se dizer o mesmo também da Finlândia exerciam altas funções no governo monárquico do Czar Nicolau II e tinham ainda o sonho da restauração da Rússia e a derrubada dos bolcheviques do poder, aclamados como criminosos e usurpadores do poder na época, nunca foram chamados de soviéticos antes da segunda guerra, sempre foram chamados de russos vermelhos, ou russos soviéticos esquecendo-se das demais nacionalidades como já dito em outras postagens.
Com o Pacto de não agressão germano-soviético de 1939 em virtude do perigo de uma guerra iminente com Hitler, Stálin havia preparado em volta de toda a fronteira soviética com os nazistas defesas e fortes para resistirem o quanto pudessem os ataques alemães, no entanto havia 2 perigos, um nos Estados Bálticos e outro na Finlândia, pois ambos eram redutos de risco de ataque visto que todos os governos eram ou tinham simpatias aos fascistas.
Em meados de 1940 com a latente ascensão do fascismo e o perigo de tomarem poder como foi na Letônia, os estonianos buscam o combate ao fascismo que ganhava muita força na região, os comunistas estonianos lideram então o povo rumo a novas eleições onde os comunistas por meio de um referendo nacional popular revolucionam o país de forma radical. A Estônia neste referendo adere a URSS com o status de República Socialista, quanto as demais Repúblicas, a Lituania desde 1918 mantinha laços com a URSS e só não torna-se parte desta em virtude de setores conservadores que existiam em um governo instável semelhante ao letão, no entanto a divisão interna levou a muitos opositores dos comunistas a se apoiarem nos nazistas e com o perigo de invasão nazista em 1939 e 1940, o governo passa para ação direta e pede proteção a URSS. Já a Letônia que já era uma ditadura desde 1934 com a ascensão de Karlis Ulmanis ao poder viu-se isolado já que grande parte da população apoiava os soviéticos, retirou-se do poder e apoiou os nazistas na guerra posterior, seu neto inclusive torna-se líder da Estônia pós-soviética na década de 1990.
Com a Operação Barbarrossa em andamento rapidamente a Estônia foi ocupada com a colaboração de muitos antigos líderes do exército branco. Johan Pitka foi um dos principais colaboradores da ocupação alemã que recebe ajuda fraternal dos estônianos no estrangeiro após a adesão da Estônia a URSS em 1940. A região foi uma das principais pontas de lança para os ataques ao norte da URSS, a região de Leningrado e mesmo o cerco da cidade se deu pela ofensiva nazista apoiada pelos nazistas estonianos.
Em 1943 após a derrota dos exércitos nazistas no Sul, Stalingrado, centro Bielorrússia e Ucrânia, em 1944 o norte era o objetivo principal de libertação especialmente Leningrado que já resistia heroicamente três anos de cerco. Libertada em 27 de janeiro de 1944 pelos líderes militares do Exército Vermelho Kliment Voroshilov, Giorgi Zhukov e Leonid Govorov seguiram a ofensiva rumo a libertação dos países bálticos para a libertação destes ainda em 1944. No entanto a tarefa não seria simples visto que o grupamento norte da Wermacht sediada no Báltico tinha ainda apoio da Finlândia.
Durante os anos de ocupação nazista o terror foi instaurado na região, além de líderes comunistas terem sido perseguidos, muitos estonianos que se consideravam da raça ariana perseguiram os russos, bielorrussos e poloneses que habitavam no Mar Báltico e na Estônia. Praticou-se largamente o extermínio de grande parte da população local, visto que muitos eram russos ainda nesta época, nos anos de 1941 e 1942 a ordem era colonizar estas regiões que fariam parte do ''espaço vital alemão''. Por isso muitos alemães lá permanecem mesmo após a guerra, não somente na Estônia como Letônia e Lithuania, para facilitar a administração local foram fundadas em todos os territórios ocupados várias divisões da Shutsztaffel(SS), na Estônia por exemplo foi fundada a 20º Divisão de garnadeiros da Waffen SS ou 1º Divisão Estoniana.
A 20º Divisão de granadeiros da Waffen SS era constituído não só por estonianos colaboracionistas, mas
também por lithuanos e outros combatentes que faziam parte desta divisão semelhante a Divisão Azul constituída por portugueses e espanhóis que lutaram no cerco de Leningrado. Mas diferentemente deles, esta 20º Divisão não pertencia a qualquer país como alegam muitos estonianos, mas a Alemanha nazista que fundou esta divisão para combater neste local comunistas e a população que resistisse a ocupação. Seu líder era Franz Augsberger que havia apoiado a Anexação da Áustria em 1938, Anchluss.
Na Batalha de Narva quando Govorov entrou na Estônia a 20º Divisão defendeu a região sob a bandeira de independencia estoniana, mas como não havia líder de Estado e esta era uma República Socialista Soviética que aderiu a URSS em 1940 a luta deveria continuar até a expulsão dos nazistas, pois era território soviético. Liderados por Johan Pitka que havia sido um marinheiro importante durante o Czarismo, e lutou como russo branco na guerra civil, a divisão ''estoniana'' das SS foi fácilmente derrotada devido a seu pequeníssimo contingente militar que também não era um dos melhores.
Em agosto de 1944 numa tentativa de assegurar a paz com a URSS o governo colaboracionista proclama a independencia da Estônia como governo fantoche dos nazistas a fim de conseguir a paz semelhantemente a Finlândia e garantir no poder o presidente estoniano Juri Uluots. No entanto fracassada esta manobra dos líderes locais garantiu mais uma derrota aos fascistas. Uluots foge covardemente para a Suécia e quanto a Johan Pitka, este acaba fugindo para a Finlândia, aonde se exila até morrer no mesmo ano de 1944 sem mesmo que a União Soviética soubesse do acontecido.
Em setembro de 1944 o governo local dos nazistas se retira de Tallin e deixa só não somente a 20º Divisão com poucas tropas para a defesa da capital como deixa sós os líderes da Estônia que já haviam sido abandonados por seus próprios líderes, com o apoio da população local nas contra informações a favor dos soviéticos rapidamente tomaram a decisão de capturarem Tallin que era o principal reduto dos Exército do norte.
A vitória e libertação de Tallin ocorre em meio a fuga da 20º Divisão das SS local que deixa para trás uma cidade totalmente devastada e com mais da metade da população morta devido ao Estado policial mantido pelos nazistas, sem contar que grande parte da população não estoniana foi praticamente exterminada, muitos alemães permanecem no entanto no local e colaboram com o governo soviético. O reestabelecimento da República Socialista Soviética da Estônia ocorre no mesmo mês assim como uma reorganização do Estado.
Quanto a 20º Divisão das SS continuou na luta pela ''libertação'' da Estônia até quase o fim da guerra, foi totalmente dissolvida em Maio de 1945 quando os nazistas assinam a capitulação.
Embora seja um tema muito polêmico a revisão da história da Segunda Guerra Mundial nos Estados do Mar Báltico e em muitos países da ex-URSS tem causado extremo temor pelo renascimento do nazifascismo na região. Principalmente a partir do ano de 2012 quando o parlamento estoniano reconheceu como heróis da libertação da Estônia todos aqueles que combateram pela libertação da Estônia, sejam de qual partidarismo ou militância política fossem, ou seja, estão dentro até os nazistas da 20º Divisão das SS que ''lutaram pela independência'' da Estônia. Embora seja um tema polêmico demais, ressuscita somente um fantasma perigoso do nazifascismo que nunca havia morrido na Europa e que a passos lentos vai ressuscitando.
Mesmo assim não há como negar que a libertação de Tallinn em setembro de 1944 pelo Exército Vermelho foi decisiva para o povo estoniano local, visto que o governo nazista praticou massacres e o país seria uma colônia dos nazistas e não um Estado, mas isso é outra história.












sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Rosas e canhões: As mulheres na luta contra o nazifascismo


Talvez na postagem onde falou-se sobre os heróis da Grande Guerra Patriótica aqueles leitores com maior atenção tenham percebido que o ranking aqui feito continha um bom número de mulheres que poderia até ter sido maior, mas que não caberia dentro da postagem que ficaria longa demais. Mas o certo é que sem sombra de dúvidas a participação feminina na luta contra o nazifascismo foi outro fator decisivo e que contribuiu sem sombra de dúvidas para até o período posterior a guerra. Visto que 70% dos adultos de sexo masculino pereceram e grande parte das divisões que entraram em Berlim possuíam mulheres, umas até inteiras de pessoas do sexo feminino e de variadas nacionalidades, russas, polonesas, sérvias, polacas, bielorrussas e outras.
A figura feminina na história russa sempre foi forte na política, embora não fosse valorizada com o seu devido valor. Durante o período do Império Russo embora mulheres sofressem opressão por parte dos homens o seu maior imperador, ou imperatriz foi uma mulher. Ekaterina II que reinou entre 1762 e 1796, foi o indivíduo que ficou mais tempo no poder na história russa. Mesmo assim mulheres sofriam forte opressão na sociedade e eram acudidas pelo ortodoxismo da Igreja de certa forma que na época ainda era muito conservadora.
A Revolução de Outubro de 1917 trouxe consigo uma gama de mudanças, e com os comunistas fazendo radicais mudanças na sociedade, a primeira delas foi a abolição da posse masculina sobre a mulher(Embora continuasse no ocidente, e no Brasil até 2003), tal lei foi a maior conquista feminina, isso se não somar-se as demais de ter uma vida social e não mais apenas doméstica, e mesmo a diminuição da carga horária, por que muitas na cidade trabalhavam em fábricas por 12 horas seguidas, agora, porém isso havia mudado e a partir de 1936 com a Constituição deste mesmo ano, todos passaram a trabalhar 7 horas diárias, fosse qual fosse sua função.
No entanto as mulheres também assim como os homens poderiam fazer carreira militar no Exército Vermelho e tornar-se membros do PCUS, Krupskaya era membro de importantes comitês no Partido assim como Alexandra Kollontai. Havia também outras milhares. No Exército Vermelho havia batalhões só formados pelo sexo feminino no início da década de 1940, embora muitas ainda desejassem passar longe e achavam que ''isso não era coisa de mulher''.
O número de voluntárias no Exército Vermelho era enorme, só no fim da década de 1930 chegava perto de meio milhão, durante a Grande Guerra Patriótica estima-se que 800.000 mulheres combateram pelo Exército Vermelho. As personagens que mais se destacaram na guerra já foram colocadas no post sobre os heróis da Grande Guerra Patriótica. Lydia Litvyak, notavel aviadora do Exército Vermelho e que lutou em Stalingrado; Maria Oktyabrskaya primeira mulher a dirigir um tanque no mundo, e foi o T-34; Lyudmila Pavlichenko a maior Franco-atiradora do mundo na época e outras.
No entanto existem estimativas de haverem mais mulheres do que dito, pois exsitem ainda aquelas que receberam medalhas por atuarem na ajuda médica aos combatentes da guerra, as milhares de agentes do Komsomol, as Partizans, pois também lutaram nestes batalhões não só no Exército Vermelho. Muitas mulheres participaram direta e indiretamente na URSS na vitória sobre o nazifascismo e principalmente na reconstrução da sociedade soviética que se via totalmente destruída no oeste, e mais da metade dos homens estavam mortos. Na União Soviética que se segue a Segunda Guerra mundial havia mais mulheres na industria do que homens assim como em qualquer lugar na URSS, havia 1 homem para cada 5 mulheres, o que viria somente a estabilizar-se no ano de 1959.
E fotos de mulheres combatendo e seus batalhões é que não faltam. Existem aos milhares, muitas rosas morreram perante os canhões fascistas, mas outras os derrotaram e triunfaram em Berlim. As mulheres contribuíram principalmente na resistência e organização nas cidades cercadas ou ocupadas visto que algumas não eram mortas por serem mulheres, os homens e jovens eram mortos todos. Em Stalingrado e Leningrado as mulheres contribuíram com o racionamento de comida e energia, catavam lenha e trabalhavam nas indústrias dos urais e minas de carvão, sendo tão importantes quanto as que estavam na frente de batalha.
Aqui segue-se no fim deste post algumas fotos de mulheres seus batalhões femininos que combateram contra o nazifascismo pela liberdade das nações da União Soviética

























































segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Leningrado: A cidade que resistiu 900 dias ao cerco nazista



Em 8 de setembro de 1941, hoje é iniciado um dos cercos militares mais longos da história, o mais longo do século XX e da Segunda Guerra Mundial. O Cerco de Leningrado.
Leningrado era a antiga capital do Império Russo entre 1721 e 1917 com o famoso nome retomado após 1991 de São Petersburgo. Após a Revolução de Outubro de 1917 seu nome muda duas vezes, primeiro para Petrogrado e depois para Leningrado, em homenagem ao antigo líder soviético Vladimir Lenin que havia morrido em janeiro de 1924.
Uma das cidades mais desenvolvidas no período dos Planos Quinquenais, a cidade era uma das principais economicamente falando dentro do sistema soviético, era a segunda mais populosa já em meados da década de 1930, perdia para Moscou somente.
Em junho de 1941 após semanas de resistência ao longo das linhas do Mar Báltico, as Repúblicas Socialistas Soviéticas da Livônia, Lithuania e Estônia caíram em julho de 1941, e a Finlândia se encontrava em uma ofensiva rumo a União Soviética também após conquistarem vitórias frente ao Exército Vermelho na Carélia.
Desde o início da Operação Barbarrossa, ou mesmo antes, Finlândia e a  III Reich trabalhavam em conjunto com ambos os governos sob a diretiva da ideologia nazi-fascista. Embora tenha se rendido em fins de 1944 a URSS, os fascistas continuam no poder posteriormente ao fim da guerra. Com o fim da Guerra de Inverno e a Operação Barbarrossa em junho de 1941 foi a chance perfeita dos finlandeses construírem a Grande Finlândia com a qual tanto sonhavam.
No entanto em agosto a rápida ofensiva nazista foi por vezes parada por resistencias heróicas como vimos anteriormente em outros posts. Odessa, Minsk e outras cidades resistiram bravamente os ataques dos nazistas durante bastante tempo e ainda constituíram grupos de resistencia locais a partir do Komsomol com a constituição de grupos guerrilheiros de libertação a partir de trabalhadores locais e membros dos governos, eram os Partizans, que não só atuaram restritamente na URSS, mas em todos os países ocupados pela Alemanha e seus aliados, Finlândia, Romênia, Bulgária, Hungria e Itália.
Na ofensiva do norte no início de setembro os bombardeios a Leningrado se iniciam, as ordens de Hitler eram claras, apagar as cidades soviéticas do mapa, os bombardeios no inicio duram semanas, e a cidade esteve constantemente em chamas mas jamais os nazistas penetraram na cidade adentro nestes dias.
Mannheim, Marechal finlandês que desejava retomar as posições pertencentes a Suécia no Báltico no século XVIII contribuiu com ataques ao Exército Vermelho que se aproximasse da cidade, a população que não se rendia, mas resistia conseguiu sobreviver ao cerco nos primeiros meses que foram os mais  difíceis devido ao isolamento da cidade e a falta de comunicação com a capital Moscou, visto que esta estava sob ofensiva direta da Wermacht.
Sede dos principais institutos científicos da URSS, notadamente muitos cientistas participaram do combate ao nazifascismo na cidade e contribuíram com técnicas e plantas que haviam sido criadas em laboratório, embora muitos cientistas se negassem a tal devido a pesquisas com sementes, muitos as distribuiram entre a população para que saciassem a fome nos dias de cerco.
Durante os 900 dias de cerco era impossível que a energia durasse para sempre visto que a cidade estava em cerco, os dias de inverno forma os piores, pois os bombardeios e tiroteios não eram nada se comparados a fome e o frio por que passaram os cidadãos que resistiram em Leningrado.
O comissário da cidade responsável pela resistência ordenou que se cortasse as árvores para o fornecimento de energia a cidade. O ano de 1943 foi o mais duro, embora os ataques tivessem cessado devido a campanha em Stalingrado ao sul, a cidade esteve sem energia e a única forma pela qual era mantida a comunicação era por meio do que ainda havia sobrado dos telégrafos.
Leonid Govorov, um dos heróis listados no post sobre os heróis da Grande Guerra Patriótica é o grande líder da resistência em Leningrado. Foi um dos responsáveis pela sobrevivencia da cidade que seria  libertada em janeiro de 1944.
Na cidade também atuou com grande importância o antigo Comissário  da defesa, Kliment Voroshilov encarregado de defender o front norte da URSS. Grantindo a comunicação com a cidade isolada desde 1941, isso torna-se de suma importância para a defesa da cidade, pois com as comunicações restabelecidas, podia-se novamente enviar recursos para a população que diminuia a cada dia que passava na cidade.
A Divisão Azul mandada pelos países íberos, Portugal e Espanha combateu também também enquanto os alemães combatiam em Stalingrado.
Os duros combates e o Cerco durou até 27 de janeiro de 1944 quando Zhukov ao lado de Voroshilov acodem Govorov e libertam Leningrado finalmente após quase dois anos de cerco quase interminável pelos germânicos e finlandeses.
No fim muitos cidadãos em Leningrado pereceram mas a cidade permaneceu de pé. Foram aproximadamente 1.000.000 de mortos durante todo o cerco, mais um milhão de soldados mortos capturados, ou desaparecidos, foram 2 milhões de vítimas no maior cerco militar da modernidade onde prevaleceu a força e bravura da população da cidade durante um cerco de quase 3 anos. 











domingo, 31 de agosto de 2014

Os maiores Heróis da União Soviética durante a Grande Guerra Patriótica




Hoje será o dia dedicado a falar dos grandes heróis da União Soviética durante a Grande Guerra Patriótica. Como se sabe dentro da historiografia soviética principalmente existiram na União Soviética milhares de heróis que foram todos aqueles que contribuíram com algo para a vitória do nazifascismo. No entanto existem aqueles que mais se destacam nesta resistência ao jugo opressivo do nazifascismo, seja na produção dos produtos de guerra, seja no front da guerra.
Aqui será feita uma lista com os 20 maiores heróis da Grande Guerra Patriótica que incluem diversos indivíduos de todas as idades sexos e nacionalidades. Trabalhadores de baixa e alta patente, soldados, professores e outros aos quais serão colocados a baixo para que se tenha em mente e jamais se esqueçam que além destes muitos outros pereceram em campo de batalha.



Yakov Pavlov


 Yakov Fedorovitch Pavlov é um sargento russo que travou armas com os nazistas em Stalingrado. Ficou conhecido em toda a União Soviética por sua bravura honrosa e valorosa frente a um glorioso pelotão recebeu ordens quase que suicidas para que resistisse com seu pelotão em um edifício no meio da cidade de Stalingrado durante as ofensivas da Wermarcht até que o Exército Vermelho os libertassem do cerco.
A resistência no edifício conhecido como Casa Pavlov até os dias atuais em Volgogrado é conhecida entre os habitantes. Sua coragem e bravura durou dois meses quando foi libertado, e de lá se tornou imortal junto com o seu pelotão que recebeu a condecoração de Herói da União Soviética.



Lydia Litvyak


Neste ranking não há só homens, temos belas rosas também, e esta foi também grande e merece ser lembrada por seus feitos lindos.
Lydia Litvyak, uma moscovita conhecida como a ''Rosa de Stalingrado'' foi uma grande heroína na mais real e verdadeira menção que se possa fazer. Aviadora da Força Aérea Vermelha desde 1941, foi em Stalingrado decisiva com 12 vitórias sobre a Luftwaffe que até ali tinha tido poucas derrotas sobre o ar.
Além dela existiram regimentos criados pelas mulheres que defendiam a URSS. Diferentemente do ocidente. Na URSS as mulheres tinham liberdade para tudo, inclusive voar. E como uma delas conquistou 11 vitórias no ar abatendo mais de meia duzia de aviões da Luftwaffe. Embora tivesse recebido honrarias ainda durante a Grande Guerra Patriótica, foi incansável e continuou lutando com ímpeto até a vitória final em Stalingrado.
Recebeu quase todos os prêmios possíveis a um cidadão da URSS em toda a história e com justiça pode ser considerada heroína, infelizmente não conseguiu sobreviver até o fim da guerra. Morreu em agosto de 1943 nos seus bravos 21 anos de pura bravura heroica feminina soviética.



Vassili Chuikov

Vassili Chuikov foi um Marechal russo da União Soviética que durante a Grande Guerra Patriótica foi Tenente-general e Comandante das tropas soviéticas em Stalingrado.
Recebendo sob suas mãos o comando do 62º Exército em Stalingrado, foi ele quem comandou heróicamente o Exército Vermelho em Stalingrado e resistiu. Sua bravura na cidade será eternamente lembrada.
Suas estratégias de guerra foram decisivas, a guerrilha urbana embora independente em Stalingrado, agiu em sincronia com o Exército Vermelho e assim conseguiu tornar-se vitorioso.




Maria Oktyabrskaya

Maria Vasilievna Oktyabrskaya é outra russa heroína no ranking dos nossos heróis. Sua bravura é e será eternamente conhecida, foi a primeira mulher no mundo a conduzir um tanque.
Maria conduziu um tanque T-34, os mais novos na época e tornou-se na época notável por ter participado do início da Operação Bragation na ofensiva contra a Polônia fascista em 1944, morreu na Ucrânia após duros combates com os nazistas locais.





Semyon Timoshenko

Semyon Timoshenko foi um Marechal ucraniano responsável por vitórias e resistências importantíssimas e memoráveis durante a Grande Guerra Patriótica nos primeiros dias da cruzada nazista na URSS.
Presidente do Comissariado Popular para a Defesa da União Soviética, Timoshenko foi um dos poucos não envolvidos com os julgamentos de 1934 a 1938 nos Processos de Moscou. Conhecido por uma postura política bem esclarecida, embora as vezes não concordasse com o Secretário Geral do PCUS Josef Stálin, sempre foi homem de sua confiança.
TImoshenko foi responsável pela resistencia das principais cidades da República Socialista Soviética da Ucrânia e organizou retiradas em Smolensk. Foi responsável pelas deportações dos cidadãos da Ucrânia para o interior do país a fim de salvá-los do extermínio dos nazistas que haviam implantado campos em toda a Polônia para o assassinato de milhões de soviéticos.
Recebeu inúmeras condecorações, era genial nas defesas das cidades, planejou junto a Zhukov e Stálin a defesa da capital Moscou. Recebia quase sempre missões muito difíceis embora sua genialidade e ótima formação garantiram a ele uma formação brilhante para que durante a guerra conquistasse batalhas importantes, foi um dos grandes marechais com M maiúsculo da Segunda Guerra Mundial.

Leonid Brejnev

Leonid Illitch Brejnev é um ucraniano que se tornou notável na União Soviética por tornar-se Secretário Geral do PCUS entre 1964 e 1982.
Conhecido não só por ser um líder político conservador, Brejnev foi um dos líderes da resistencia militar na Ucrânia e a evacuação bem sucedida nos primeiros dias da Operação Barbarrossa.
Responsável pela resistência e evacuação nas cidades ucranianas de Dnipropetrovsk junto com suas indústrias, também como Timoshenko promoveu deportações para salvar a população das tropas da Wermacht que as levaria aos Campos de Extermínio na Polônia.
Combateu em 1942 no Cáucaso e foi responsável por importante resistencia frente aos nazistas tchetchenos que combatiam pela vitória na região, vitorioso sobre os nazistas locais.
Em 1943 luta ao lado do também futuro Secretário Geral Nikhita Khruschev que iniciam uma grande ofensiva na Ucrânia rumo a oeste. Sem sombra de dúvidas foi um bom militar que defendeu com toda a bravura sua pátria trabalhando bem com suas funções embora burocráticas.

 Vassili Zairtzev

Vassili Zairtzev é um russo dos urais neto de um caçador de ursos que lhe ensinou atirar desde cedo. Alistando-se voluntariamente no Exército Vermelho no fim da década de 1930. Entrou para a história ainda como anônimo ao lutar em Stalingrado contra a ocupação nazista.
Durante a batalha ganhou notoriedade como um dos grandes Franco-atiradores soviéticos em toda a guerra. Chegando mesmo a ser desafiado pelo melhor atirador alemão da época, batalha a qual venceu, foi responsável direto pela morte de uma parte significativa de líderes da Wermacht em Stalingrado.
De 1000 soldados mortos por Franco-atiradores em Stalingrado, 242 foram mortos por Zairtzev. 2/10 germânicos morreram nas mãos de um só franco atirador, esses números são incríveis se considerarmos que Zairtzev tinha pouco tempo de treinamento e que na maior parte de seu treinamento aprendeu atirar com o seu avô.
Embora cegado de um olho em 1943 por um morteiro, foi curado por um médico e voltou ao campo de batalha onde triunfou junto com o Exército Vermelho nas demais batalhas onde venceu o Exército Vermelho na URSS. O Secretário Geral do PCUS Josef Stalin lhe concedeu inúmeras condecorações que lhe tornam imortal ao lado da eterna cidade de Stalingrado.

Galaktion Alpaidze

Galaktion Alpaidze é um Tenente general georgiano que durante a Grande Guerra Patriótica mediu forças contra o nazifascismo no Cáucaso.
Teve a honra de comandar a Divisão de Infantaria artilheira em Stalingrado durante os momentos mais críticos da resistência.
Comandou seu regimento de batalhão na vitoriosa libertação da Romênia, e auxiliou o povo romeno que havia lutado contra a ditadura das SS em Bucarest que haviam derrubado o também nazista Antonescu.
Auxiliou o Exército Vermelho na libertação de Viena ao lado dos aliados e ganhou notoriedade após uma heróica e brava vitória sobre os nazistas.
Certa vez Alpaidze conquistou uma vitória muito importante após liderando o seu regimento conseguir abater vários tanques alemães em 30 pontos diferentes ao seu redor. Destruiu 6 baterias de Artilharia também nesta mesma batalha. Tamanho foi seu heroísmo que foi galhardeado com a medalha de Herói da União Soviética e a Ordem de Lenin.

Lyudmila Pavlichenko

Lyudmila Mikhailivna Pavlichenko com toda a certeza não poderia ficar de fora também desta lista. Talvez entre os maiores heróis que estão aqui mesmo nesta lista e com toda a justiça.
Ucraniana de Tservka, hoje Oblast de Kiev, Lyudmila não era militar, pelo contrário, estudante de história da Universidade de Kiev. Alistou-se voluntariamente no Exército Vermelho a fim de defender sua terra dos nazifascistas que a invadiram em 1941. Inicialmente colocada para atuar como enfermeira recusou-se e alistou-se na Infantaria e como Franco-atiradora, uma das 2.000 mulheres que atuaram nesta área no Exército Vermelho.
Semelhantemente ao seu contemporâneo Vassili Zairtzev foi a melhor atiradora entre as mulheres em toda a guerra. Acertou 309 nazistas aproximadamente.
Contribuindo para a heroica resistencia na cidade de Odessa, retirou-se com o sua unidade para a Península da Criméia, a fim de resguardar a Frota do Mar Negro em Sebastopol. Seus números e relatos sobre sí são impressionantes. Pavlichenko chegou a ficar imóvel 18 horas seguidas como vigia de sua unidade. Foi atingida por um morteiro em 1942 e daí em diante teve de retirar-se da frente de batalha.
Foi o primeiro cidadão da União Soviética a fazer uma visita pública e ser recebida pelo presidente dos Estados Unidos da época, Franklin Delano Roosevelt no ano de 1943. A partir disso tornar-se-ía instrutora de atiradores ainda até o fim da guerra, muitos atribuem a ela um dos melhores da época.
Após o fim da Grande Guerra Patriótica foi galhardeada com todos os prêmios possíveis, mesmo assim retirou-se da vida militar e aceitou um cargo titular como assistente de pesquisas do Chefe do Quartel-general da Marinha Vermelha.
Retornou também a velha vida não tão badalada da faculdade em Kiev onde formou-se como historiadora e praticou esta função pelo resto da vida. 

Hovhannes Bagramyan


Hovhannes Bagramyan foi um brilhante comandante armênio que lutou durante a Grande Guerra Patriótica ao lado do Marechal Zhukov nas principais batalhas defensivas e ofensivas do Exército Vermelho.
Conhecido por seu brilhantismo em operações estratégicas Bagramyan era muito valorizado entre os militares na URSS. Foi instrutor e palestrante sênior na Academia de Estado-Maior da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.
Um pouco antes da guerra contra os nazistas, Bagramyan pediu para juntar-se aos comandados de Zhukov e contribuiu decisivamente tanto nas batalhas defensivas no caso de Moscou entre novembro e dezembro de 1941, como nas ofensivas posteriores.
Entre os comandantes de Zhukov foi um dos mais importantes e contribuiu decisivamente para a defesa e ataque, em Kursk comandou algumas das mais vitoriosas ofensivas desta batalha em 1943, também combateu ao lado dos Partizans na Bielorrússia para a expulsão dos nazistas que foi vitoriosa.
Stalin reconheceu seu brilhantismo e o elogiou várias vezes assim como Zhukov de quem foi o braço direito nas operações.

 Kliment Voroshilov

Kliment Voroshilov foi um marechal ucraniano e um dos mais importantes líderes militares da União Soviética entre as décadas de 1930 e 1960.  Além de um dos heróis da Revolução de Outubro de 1917, Voroshilov também pode ser citado como herói durante a Grande Guerra Patriótica com suas participações decisivas nas estratégias do Alto comando durante as ofensivas contra os nazistas na Ucrânia e Bielorrússia, além da defesa de Moscou com as retiradas em massa feita pelas deportações que tirou da frente de batalha vários cidadãos com risco de serem presos e mortos pela Wermacht.
Devido a erros táticos iniciais na Operação Barbarrossa, apesar de ter tido êxitos também como a defesa em Leningrado, Kliment Voroshilov foi substituído pelo Marechal Zhukov. Daí para frente trabalhou na pasta burocrática no Alto comando do Comissariado Popular da Defesa da URSS.

Mússia Pinkenzón

Com 11 anos de idade, o mais jovem e talvez o mais bravo desse ranking de heróis não disparou uma só bala contra a Wermacht ou SS. Não foi soldado e muito menos informante. Era um simples tocador de violino.
Filho de judeus condenados a morte em um vilarejo em Krasnodar foi preso junto com seus pais. Durante a execução com o seu violino na mão Mússia principiou a tocar o Hino dos comunistas, A internacional, todos acompanharam a música e cantaram enquanto iam sendo executados. O menino só parou de tocar quando os nazistas o executaram.




Alexander Matrosov


Alexander Matrosov foi um ucraniano que tornou-se grande herói da União Soviética durante a Grande Guerra Patriótica. Será eternamente lembrado após jogar-se frente a uma metralhadora na cidade de Pskov e morrer, o que permitiu o avanço de sua unidade.
Para alguns embora pareça mito, existe grande possibilidade de ser real, pois foi logo depois premidado por seu ato heróico e tornou-se lendário na União Soviética e mesmo hoje na Rússia é lembrado como um dos grandes heróis da Grande Guerra Patriótica.
Seu legado foi usado pelo Partido Comunista até mesmo como propaganda socialista devido a seu autossacrifício para o avanço do seus camaradas.


 Josef Stálin

Josef Vissarinovitch Dzhugashvili, popularmente conhecido por seu apelido Stalin foi com toda a certeza um dos grandes heróis da Grande Guerra Patriótica.
Um dos heróis da Revolução de Outubro de 1917, um dos líderes construtores do socialismo nas décadas de 1920 e 1930. Foi Secretário Geral do Partido Comunista da União Soviética entre os anos de 1922 e 1953. Um dos líderes mais influentes do Partido, foi praticamente o líder proeminente que alavancou a moral do povo durante a Grande Guerra Patriótica.
Seu grande ato heroico entre vários foi exatamente um dos atos mais heroicos em toda a história da humanidade, e o mais bravo e corajoso entre líderes de um Estado. Durante a invasão nazista enquanto muitos líderes locais do Partido Comunista e das Repúblicas Socialistas Soviéticas fugiam de Moscou para o centro do país, Josef Stálin organizou a resistência em Moscou e fez questão de ficar com o lema nenhum passo a trás. Muitos o aconselharam a fugir, mas Stálin ficou e afirmou que não sairia por que Moscou não cairia. Foi uma coragem de líder de Estado até hoje não vista. E mais foi ousado.
Em 7 de novembro ao invés de cancelar a Parada militar dos 24 anos da Revolução de Outubro devido a ofensiva alemã sobre Moscou. Stálin não só organizou como esteve presente e discursou em meio a bombardeio de alguns morteiros, conforme os soldados terminavam a marcha iam para a frente de batalha para defender a cidade.

Nikolay Kuznetzov

Nikolay Kuznetzov foi um russo que durante a Grande Guerra Patriótica foi o Almirante do Comissariado Popular da Frota Vermelha. Promovido ao cargo em abril de 1939, é o grande responsável pela defesa da Frota do Mar Negro e principalmente a base naval de Sebastopol entre 1941 e 1943.
Sua atuação em conjunto com os demais líderes militares soviéticos foi decisiva para a resistência no mar Negro, por vezes defendeu o Cáucaso e com operações anfíbias da Marinha garantiu triunfos e grandes êxitos, principalmente na Romênia e no bloqueio aos nazistas na Bulgária em 1944.
Suas táticas de Assalto anfíbio lhe garantiram triunfos nunca vistos e uma estratégia totalmente própria. Foi um dos mais brilhantes almirantes soviéticos e tem com grande mérito a sua vaga entre os heróis da União Soviética durante a Grande Guerra Patriotica.

Zoya Kosmodemyanskaya

Zoya Kosmodemyanskaya foi uma jovem moscovita membro da organização jovem do Partido Comunista da União Soviética, o Komsomol. Com apenas 18 anos Zoya se alista voluntariamente no Exército Vermelho e em 1941 luta contra a ocupação da União Soviética.
Morreu em novembro de 1941 após sabotar os equipamentos dos nazistas estacionados em sua cidade natal Petrischevo.
Quando ia ser morta pelos nazistas suas últimas palavras foram que não tinha o medo de morrer e que estava muito feliz por morrer pelo seu povo. Em janeiro de 1942 seria lembrada pelo Jornal Pravda devido a seu discurso registrado por um jornalista e colocado no jornal pelo editor Pyotr Lidov. Josef Stalin chegou a lhe conferir a premiação de heroína da União Soviética devido a sua ousadia e morte.

Zoya Kornyakova


Um dos poucos heróis e heroínas da Grande Guerra Patriótica vivos, a moscovita Zoya Kornyakova é também uma entre os sobreviventes em Stalingrado onde faleceram milhares de cidadãos.
Zoya conta em uma entrevista para a Associação de Veteranos em Volgogrado que no verão de 1941 se preparava para o fim do ano letivo. No entanto em 22 de junho de 1941 a situação muda com a invasão dos nazistas a URSS.
Mesmo bem jovem não só Zoya como muitos outros estudantes se alistam voluntariamente ao Exército Vermelho para a defesa da sua terra contra os invasores. Contribuindo com a equipe de ajuda médica em sua região na cidade, Zoya recebeu medalhas por isso ao lado de outros membros do Komsomol que foram decisivos na resistência da cidade com a criação de milícias.

Georgi Zhukov

Como não lembrar dele, Georgi Zhukov, o maior dos generais soviéticos na Grande Guerra Patriótica, foi o grande responsável não só pela resistência em Moscou entre novembro e dezembro de 1941 mas pelas ofensivas e a tomada de Berlim em abril de 1945 onde esteve frente a frente com os líderes nazistas que assinaram a rendição.
Galhardeado com todas as medalhas possíveis é reconhecidamente também como um dos grandes Marechais da história russa. Comparado por vezes a Suvorov e  Kutuzov. Restaurou os dias de glória ao Exército Vermelho após as derrotas na Guerra de Inverno contra o governo fascista finlandês.
Foi o grande general soviético na Grande Guerra Patriótica em substituição a Kliment Voroshilov após erros táticos de seu antecessor. Destacado para a defesa de Moscou, organizou não só a resistencia como planejou um contra ataque que afastou temporariamente os germânicos da capital. Embora tenha aconselhado o Secretário Geral do PCUS Josef Stálin a sair da cidade e ter sido duramente criticado por isso.
Zhukov não só planejou também a vitória em Moscou, como também a virada em Stalingrado e a vitória sobre os nazistas na Batalha dos Tanques em Kursk, planejou também o cerco e a tomada de Berlim pelo Exército Vermelho, embora jamais tenha achado a Hitler que era o seu objetivo declarado, chegou mesmo a afirmar que este havia fugido e que estava vivo a Stalin, o que gerou desconforto da URSS com os Estados aliados. O Secretário Geral jamais admitiu a morte de Hitler assim como Zhukov que foi com toda a certeza um dos contribuintes diretos da vitória soviética na guerra contra o nazifascismo.

Leonid Govorov

Leonid Aleksandrovich Govorov foi um comandante russo que durante a Grande Guerra Patriótica foi decisivo para a defesa da cidade de Leningrado.
Apontado no início de 1942 para comandar a resistência em Leningrado que se encontrava em cerco desde o fim de 1941. Foi um dos principais responsáveis pela defesa da cidade por meio de estratégias militares ofensivas e defensivas eficientes, resistindo por quase 3 anos, 900 dias de cerco. Leningrado resistiu heroicamente em grande parte graças a Govorov.
Em 14 de janeiro foi iniciada a ofensiva planejada pelo alto comando soviético em conjunto com os líderes militares locais. O papel de Govorov foi bastante grande, visto que comandou o exército da cidade também na Batalha de Narva.
Em 1 de março de 1944 os nazistas foram expulsos da região diretamente pelos soldados de Leningrado que serão sempre lembrados. Leonid Govorov liderou também parte do Exército Vermelho que libertou os Estados bálticos das tropas das SS.

Alexander Vasilevsky

Esse Marechal da União Soviética também jamais poderá ser esquecido como um dos grandes personagens da Grande Guerra Patriótica. Russo de nascença, Alexander Vasilevsky foi outro grande general russo contemporâneo a Zhukov, Rosskovsky, Timoshenko e outros.
Oficial do Estado Maior no início da invasão nazista, em 1943 pratica um dos maiores feitos até então nas guerras modernas, além de ofensiva. Iniciou uma ofensiva contra atacando no baixo e alto do Don na Criméia, Bielorrússia a dentro, chegando aos Estados Bálticos onde se junta a Govorov.
Com a vitória garantida no ocidente sobre o nazifascismo, Vasilevsky ganha o papel preponderante de ser o Comandante em chefe das Forças armadas no oriente na guerra contra o Japão. Embora ainda pouco estudada pela historiografia, mesmo a soviética, Vasilevsky desempenhou um papel decisivo também na derrota japonesa, visto que derrotou e expulsou da Manchúria o Japão(A Manchúria rica em minérios mantinha o Japão na Guerra do Pacífico, somente após a isto se rendem).
É também um dos grandes heróis da União Soviética e logo depois ascendeu de cargo ao ocupar a pasta de Ministro da Defesa. Embora pouco valorizado mesmo entre alguns russos foi um dos preponderantes generais soviéticos que estiveram no tempo dourado dos generais na Grande Guerra Patriótica.




Felizmente a lista apontada acima não foi satisfatória a mim, e não seria a nenhum estudante de história russo sobre o assunto, pois existe a certeza da falta ainda de muitos heróis. Muitos dos quais ainda estão vivos, morreram perdendo suas vidas na guerra contra o nazifascismo ou logo depois. Mas o mais importante no momento e que vale a pena ser lembrado é o heroísmo com que combateram pelo seu povo, por seu país e pela sua terra, sejam eles das mais diversas nacionalidades, cores, sexos ou mesmo idades. Sua bravura foi e será eternamente lembrada por cada habitante de cada uma das antigas 15 Repúblicas da União Soviética!













domingo, 24 de agosto de 2014

As nacionalidades soviéticas na luta contra o nazifascismo





Quem nunca já ouviu falar na expressão Rússia Soviética venceu a Segunda Guerra, ou a Rússia Soviética na Guerra Fria que dominava mais da metade do mundo. No entanto cabe o ressaltamento de que tais expressões além de erradas contém um enorme equívoco preonceituoso contra não somente os russos taxados de imperialistas, mas apaga na URSS a existencia das demais nacionalidades.

Antes de se iniciar a abordagem deve-se explicar por que a URSS não se trata somente da Rússia e muito menos de seu imperialismo, mas de todas as 15 Repúblicas soviéticas. De acordo com a constituição de 1924 que deu vida institucional a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, pela primeira vez na história de um país multinacional como a União Soviética o era, todas as nacionalidades possuiriam status republicano, e quanto as pequenas etnias estas possuiriam repúblicas dentro das respectivas subdivisões, isto ocorria pela primeira vez, nenhuma nação o havia feito antes.

Sem contar que de acordo com esta mesma Constituição e a posteriormente de 1936 que ampliaria estes direitos garantia autonomia das Repúblicas em relação a União. Todas as nacionalidades tinham o mesmo status, havia na URSS para administrar os problemas nacionais o SOVNARKOM(Comissariado do Conselho Popular da URSS)(Peço perdão caso a tradução não seja esta, mas espero que o sentido seja o mesmo).

O SOVNARKOM era um orgão da União, mas também subordinado ao Partido, e existente em cada uma das subdivisões nacionais da União Soviética. Posteriormente viria a ser substituído pelo Conselho de Ministros da União em 1946 que teria as mesmas atribuições. Portanto as nacionalidades tinham voz na União Soviética, e chamá-la de Rússia soviética é tão errado que nem mesmo faz sentido.

Durante a Grande Guerra Patriótica embora houvessem rebeliões locais contra os governos socialistas de muitas repúblicas locais como na Ucrânia e Cáucaso, nenhum dos movimentos foi levado a cabo pelo grosso da população, mas por líderes fascistas locais. Stepan Bandera que é o mais famoso na Ucrânia não foi o primeiro e nem será o último, pois existem muitos líderes fascistas nas demais Repúblicas, no entanto é notável o número de antigos generais russos que contribuiram para a invasão a URSS em 1941, muitos do antigo quadro do Império Russo e que lutaram contra o governo soviético na Guerra Civil Russa. Konstantin Sakharov, um dos antigos generais do Czarismo foi conselheiro de guerra de Hitler quanto a invasão a URSS.

Visto todas estas dificuldades impostas a sociedade soviética que se viu também traída por inúmeros desertores para o nazismo como ocorreu na Grande Guerra Patriótica, não seria fácil vencer o nazismo, seria necessária antes de tudo uma enorme coalizão e resistência das nacionalidades da URSS que resistiram bravamente.

Durante os primeiros meses de combate na Operação Barbarrossa Hitler deixou bem claro qual era a missão nazista no leste, exterminar Moscou do mapa assim como todos os eslavos para a colonização germânica, eram os extermínios que se iniciavam. Notadamente se houver do leitor um maior senso crítico de análise dá para perceber-se que não a toa os principais campos de extermínio encontram-se no leste, e mais não houve campos de extermínio na França, Bélgica ou qualquer país do ocidente da Europa, mas somente no leste(Favor não confundir Campos de Concentração com Campos de Extermínio). As maiores baixas e mortes eram no leste, isso não era a toa, era necessário o fim dos povos habitantes da região que deveriam dar sua terra aos povos arianos, o mesmo deveria se dar na União Soviética, as nações soviéticas sabiam perfeitamente disto.

Na Ucrânia por exemplo foram exterminados 1/3 da população, na Polônia 2/3, sem contar os demais Estados, Hungria e Romênia que eram fascistas e lutaram contra a URSS. Só no Caucaso houve uma série de extermínios de populações locais, isso leva a medidas mais radicais do governo soviético que se ve obrigado a tomar a medida de retirar a população da frente de guerra, já que esta é exterminada sem dó pelos nazistas, muitos foram deportados para leste, além dos urais onde ficaram seguros dos ataques da Luftwaffe e dos campos de extermínio das SS. Em toda a URSS os 4 anos de guerra fariam 50 milhões de mortes, 70% dos homens pereceram segundo informações do governo soviético, havia 1 homem para cada 5 mulheres em todo o Estado.

Mesmo assim muitos se negaram a partir entre mulheres, homens e funcionários do governo e se mantiveram a fim de resistir e defender a sua terra contra os invasores fascistas, na Ucrânia, por exemplo houve uma heróica resistencia em Odessa, Sebastopol segurou por quase um mês os nazistas de partirem em direção a histórica Stalingrado.

Na Bielorrússia foram formados grupos de Partizans sabotadores dos nazistas desde 1941 que danificavam as comunicações e prejudicavam com retardamento ordens dos comandantes. Sem contar os saques. Os Partizans bielorrussos talvez só sejam comparáveis em resistência aos yugoslavos na Segunda Guerra, os russos também participaram decisivamente na guerra, mas grande parte da matéria prima e material humano foi fornecido pelo resto da União. Sem a união dos habitantes da União Soviética jamais a vitória teria ocorrido.

Pensar na Grande Guerra Patriótica sem a contribuição das nacionalidades soviéticas coesas será um erro terrível, tão terrível quanto chamar a União Soviética de Rússia Soviética. Os cidadãos das Repúblicas eram organizados em seus combates locais a partir de instituições como o SOVNARKOM e o Komsomol. O surpreendente de toda a participação das nacionalidades era o voluntarismo(diferente do que se divulga no ocidente), muitos combatentes eram jovens engenheiros, políticos, professores e várias outras profissões, ou muitas mulheres jovens.

O lendário Vassili Zairtzev que se tornou um grande herói a partir dos combates em Stalingrado em 1942 era apenas um trabalhador normal de vida dos Urais e se alista voluntariamente no Exército Vermelho, o mesmo pode se dizer de outros heróis soviéticos da época. O que surpreende é que nenhum deles era político ou pertencia ao Partido Comunista, a maioria eram simples trabalhadores que dedicaram parte de suas vidas defendendo a terra em que moravam assim como seus compatriotas.

Na parte asiática da URSS os muçulmanos habitantes das Repúblicas no Cáucaso foram decisivos, pois guardaram as jazidas de petróleo que manteriam funcionando a industria nos Urais, a resistencia no Azerbaijão assim como em outras regiões foi importante para a sobrevivencia soviética na guerra, isto sem contar os alimentos provindos do Uzbequistão e do Cazaquistão que mantinham nutrido o Exército, não foi a toa que o Secretário Geral do PCUS Josef Stálin em 1941 no seu discurso de 7 de novembro disse em relação a guerra que o Exército Vermelho estava muito mais preparado do que na Guerra Civil 20 anos antes, pois agora tinham alimentos, equipamentos e apoio logístico de todos os habitantes da URSS que estiveram unidos.

Sem a união, participação e o apoio das nacionalidades a vitória sobre o nazifascismo seria impossível por parte da União Soviética. Outra vez citando palavras de Stálin, ele afirma que uma das principais formas de desestabilizar a União Soviética da qual os nazistas utilizaram foi a destruição deste laço unificador entre as nacionalidades, o objetivo de desestabilizar no entanto a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas fracassou visto que as relações amistosas e igualitárias entre todas as nações possibilitaram uma união mais forte que se saiu vitoriosa no combate ao nazifascismo em abril de 1945. Mostrando ao mundo o quão unida e poderosa era a União Soviética.



quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Por que é importante se lembrar da União Soviética e seu papel decisivo na derrota do nazifascismo






A historiografia ocidental em suas escolas a aproximadamente mais de 69 anos vem cometendo o mesmo erro todos os anos nas escolas da maior parte do mundo ao relatar a Segunda Guerra Mundial unicamente como teatro de guerra do qual foram protagonistas principais os Estados Unidos, Reino da Grã-Bretanha e França. A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas na maior parte das vezes aparece como coadjuvante neste enorme conflito do qual ainda as vezes é acusada por certos historiadores ocidentais de se uma das causadoras, e quando aparece como participante muitos debitam o seu enorme triunfo ao famoso general inverno que havia atropelado Napoleão em 1812 e que atropelou Hitler em 1941.
O objetivo desta primeira postagem é desmitificar totalmente esse papel ridículo que atribuem a URSS aqui no ocidente como apenas uma coadjuvante sortuda, o verdadeiro objetivo é trazer a memória novamente os sacrifícios empregados e sofridos pelo povo soviético junto a guerra que para as nações da União Soviética recebe mesmo um nome diferente. Na Rússia e em alguns países da antiga União Soviética, a Segunda Guerra Mundial é conhecida como a Grande Guerra Patriótica.
A frase e expressão foram utilizadas pela primeira vez não em 1941, mas em 1812 pelo então Imperador da Rússia, o Czar Alexander I que havia declarado Guerra Patriótica frente a Napoleão que invadiu a Rússia e foi derrotado. Josef Stálin, Secretário Geral do Partido Comunista da União Soviética, e um dos heróis da Revolução de Outubro de 1917 e que possuía prestígio geral junto a população assumiu a responsabilidade junto ao governo para a defesa da nação já com a Operação Barbarrossa em andamento em julho de 1941.
Em junho Stálin declarou já frente ao povo soviético a Grande Guerra Patriótica em alusão a Alexander I para que houvesse a defesa da URSS.
Apesar de muitos historiadores no ocidente durante anos terem creditado ao ambiente na União Soviética a vitória sobre os nazistas, hoje historiadores começam a discordar do assunto. O historiador João Claudio Pitillo que recentemente lançou pela editora Multifoco o livro Aço Vermelho- O segredo da vitória soviética na Segunda Guerra Mundial, que por sinal é um excelente livro, aborda o assunto e diz que o treinamento dos generais, o transporte da industria soviética para além dos urais e o desenvolvimento de armas de alta eficácia e teconologia de ponta aliados a resistencia das nações da URSS contribuiram fortemente para que a vitória ocorresse.
Alegar que o inverno foi o grande aliado soviético na Grande Guerra Patriótica é um terrível equívoco, pois o inverno prejudica não só os nazistas, os soviéticos também. A resistencia nas cidades contra a ocupação foi importante, é memorável por exemplo o caso da cidade de Odessa que resistiu em agosto de 1941 valorosamente a ocupação, sem contar a Sebastopol que retardou a operação de conquista a Stalingrado em 1942.
 Todas as grandes batalhas, sem exceção e medo de errar ocorrem no leste. A maior batalha humana de todos os tempos em todas as guerras ocorre em Stalingrado, até hoje a maior operação militar de invasão foi a Operação Barbarrossa, o maior cerco militar que se tem notícias até hoje ocorreu em Leningrado, mais de 900 dias. A maior batalha de blindados foi em Kharkov localizada na atual Ucrânia, a URSS foi o Estado na Segunda Guerra que mais libertou territórios, foram Polônia, Países Bálticos, Hungria, Romênia, Bulgária, Yugoslávia, Tchecoslováquia, metade da Áustria, Finlândia, Noruega, parte da Dinamarca Manchúria e Coréia.
A URSS teve o maior número de perdas humanas e materiais que qualquer país na guerra, foram aproximadamente 50 milhões de mortos civis e militares. 70% dos homens soviéticos pereceram, jovens e velhos nesta guerra, após a Grande Guerra Patriótica a União Soviética em seu território teria 1 homem para 5 mulheres, sendo a maior parte homens jovens de15 e 20 anos, ou velhos de mais de 40 anos, o ajuste na população só veio entre 1955 e 1960 quando além da produção voltar a ser anterior a de 1939, a população atingiu a normalidade.
Na Grande Guerra Patriótica entre 1941 e 1944, o efetivo militar dos nazistas na luta contra a URSS era muito maior do que nas guerras no norte da África, quem nos garante isso é João Claudio Pitillo em seu livro Aço vermelho. Quase mais de 70% do efetivo nazista se perdeu no leste frente a União Soviética.
Lembrar da URSS em todos estes aspectos é muito importante e este é o objetivo desta campanha que visa exatamente isso, lembrar dos sacrifícios empregados pelas nações soviéticas, é por isso que aqui no Brasil em 8 de maio de 2015, na comemoração dos 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial a Bandeira da Federação Russa merece ser hasteada como herdeira legítima da URSS, e portanto também da vitória sobre o nazifascismo, erguer a bandeira russa não só lembrará do esforço dos povos da Rússia, mas também de todas as nações da antiga União Soviética que não merecem ter o seu sacrifício no combate ao nazifascismo ser esquecido e deixado de lado como é no ocidente atualmente.
Portanto desde já peço a todos vocês que estão lendo este post para que o divulguem em todos os lugares donde puderem assim como também esta campanha tão linda que é lembrar daqueles que se sacrificaram um dia para que tenhamos nossas nações livres do nazifascismo bárbaro.
Infelizmente não poderei deixar o link do abaixo assinado por problemas de divulgação, mas deixarei aqui o link do site da petição pública Brasil para que seja divulgado

http://www.peticaopublica.com.br/default.aspx

Este é o link, peço a vocês para que o divulguem, este blog está aberto para sugestões e farei mais postagens sobre o assunto, mas é de vital importancia para este projeto que haja a divulgação desse abaixo assinado que é o Seguinte: UM LUGAR PARA A BANDEIRA RUSSA NO MONUMENTO AOS MORTOS NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL.
Por favor divulguem é importante, pois se tivermos sucesso, em 2015 no dia 8 de maio pela primeira vez e no ano dos 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial poderemos assistir a lembrança importante da participação soviética e das nações soviéticas  na batalha contra o nazifascismo aqui no Brasil.