domingo, 23 de novembro de 2014

Operação Urano e cerco do exército nazista



A Operação Urano foi realizada com sucesso em 19 de novembro de 1942 durante as intensas batalhas na cidade imortal de Stalingrado. Importantíssima para o desafogo da cidade e principalmente o cerco dos exércitos nazistas, foi uma das operações militares melhor vitoriosas na Segunda Guerra.
Contando com escassos recursos desde meados de agosto, o Marechal Paulus não se mantinha mais assim como seu exército de pé, em novembro a situação beirava o caótico em meio ao rigoroso inverno e as batalhas ora com o Exército Vermelho, ora com as milícias e ninguém nunca ganhava a batalha, ficando numa frente praticamente estática.
Mal protegida no início de novembro a frente alemã contava apenas com sobras, embora houvesse homens o suficiente para tomar a cidade. Mas os exércitos que protegiam o quartel alemão eram muito fracas, apenas pelotões e com unidades romenas, húngaras e italianas. Os alemães preparavam uma ofensiva para o inverno tencionada por Hitler. No entanto a ofensiva não aconteceu.
Situação da frente em Stalingrado em novembro de 1942
Aleksander Vasilievsky e o Marechal Giorgy Zhukov líderes das forças soviéticas planejaram no fim do outono um plano para a captura do 6º Exército da Wermacht por meio de um cerco que seria efetuado durante o inverno. O plano seria manter as tropas germanicas em Stalingrado combatendo enquanto efetuava cerco da cidade a fim de impedir a entrada de recursos aos exércitos nazistas.
Em 19 de novembro tem início o cerco que os romenos preveram e pediram apoio do quartel, mas este não os envia nada. Pouco a pouco a cidade é cercada.
Em 20 de novembro as forças romenas foram esmagadas junto a algumas italianas e húngaras. Os exércitos do norte e sul se encontram em Kalach, 50 km de Stalingrado, o cerco foi feito, a Operação Urano estava consumada e vitoriosa. A partir dali seria questão de tempo para os nazistas se renderem.
Os nazistas ainda tentam a tática de ponte aérea para recursos, mas foi falha não só pelo tempo, mas a Força aérea Vermelha que destruía qualquer Luftwaffe que se avizinhasse na região. Mas desafio maior seria para os soviéticos conseguirem retirar os nazistas forçando-os a rendição, pois na cidade havia milhares de civis ainda ao lado de prisioneiros, é por isso que não foram feito bombardeios sobre a cidade por parte dos soviéticos.
 Essa foi somente uma das mais impressionantes vitórias do Exército Vermelho em Stalingrado e na Grande Guerra Patriótica, a Operação Urano em sí é considerada uma das mais bem planejadas de todos os tempos. E todas as gratidões possíveis merecem ser dadas aos soviéticos que resistem em Stalingrado, ao Exército Vermelho e aos líderes militares, Aleksander Vasilievsky e Marechal Zhukov, os mentores da operação.











quinta-feira, 6 de novembro de 2014

A Batalha de Moscou Parte II: A parada de 7 de Novembro de 1941


Um dos momentos mais incríveis da história e também de maior ousadia em todas as guerras ocorreu exatamente em 7 de novembro de 1941. Foi o dia da Parada da Vitória da Revolução de Outubro de 1917 em plena Grande Guerra Patriótica.
Para a mente dos milhares que acompanharam no rádio de suas casas no inverno, ou mesmo dos veteranos desta marcha, foi um dia inesquecível. A quatro meses que os soviéticos vinham combatendo os nazistas, apesar de um avanço lento e quase sendo paralizados em Smolensk, os nazistas ainda avançavam havia um enorme pânico em Moscou, especialmente entre os líderes do Partido, no entanto nem todos se amedrontaram, grande parte do povo moscovita se recusou a sair da cidade e ficou para resistir numa atitude semelhante a do Secretário Geral Josef Stálin.
Embora os nazistas avançassem com dificuldade e o Exército Vermelho pouco a pouco desde meados de setembro estivesse equilibrando a batalha, a máquina de guerra nazista ainda era superior devido sua preparação anterior de anos a mais para a industria da guerra.

Em novembro

Em novembro de 1941 a situação não era fácil da na URSS como já foi dito antes, Leningrado estava num cerco e sem comunicações, as outras cidades antes de Moscou haviam todas caído, Smolensk foi a última cidade importante, e quando ocorreu isso muitos político na capital fugiram e até mesmo cogitaram a possibilidade de mudar a capital para uma região no além dos Urais. Mas nem todos o fizeram, Stálin foi um desses.
Na contramão, Stálin declarou que ficaria na cidade até ser o último a cair, essa prova de bravura do dirigente soviético pouco exaltada na historiografia ocidental pouco é comentada, e é a grande prova de honra não só de Stálin em relação as nações da URSS, mas de confiança no seu exército e novo Marechal, o russo Giorgy Zhukov em lugar do Voroshilov.
Marechal desde os tempos da Guerra Civil Voroshilov era o militar de confiança do Partido Comunista da União Soviética, embora sua honra e patente não o garantam, suas falhas nas retirada de populações em certas regiões além da condução de guerra contra a Finlândia o levou a mudança no Comissariado da Defesa para dar lugar ao brilhante e talentoso Zhukov que seria o responsável pela defesa de Moscou.
Mas os exércitos nazistas estavam já as portas de Moscou e a defesa portanto teria de ser bem organizada não só pela população como pelo exército e os políticos em Moscou. Porém houve um problema, e este era em relação a uma velha tradição soviética de fazer paradas em homenagem a Revolução de Outubro em todo o ano no dia 7 de novembro, data da tomada do poder pelo proletariado. A Parada deveria ser cancelada devido aos ataques de Hitler?

 A Parada de 7 de novembro

Enquanto a campanha soviética enfatizava a resistência do povo moscovita e a preparação para a guerra que se aproximava, e Stálin fazia com Zhukov os preparativos da defesa de Moscou, a propaganda nazista glorificava a vitória certa e a queda de Moscou anunciando que cairia no exato dia da vitória do bolchevismo no país, e que significaria a derrota de outubro. Apesar de ser uma campanha fantástica, Adolf Hitler fez questão de que fosse exatamente em 7 de novembro que a invasão massiva sobre a capital fosse feita.
Stálin e o PCUS com os seus informantes claramente sabia da situação, e que fariam de tudo, jogariam todas as cartas para capturar a capital, era necessário resistir, mas mais do que isso, mostrar forças, e foi o que a URSS fez. Stálin que recebeu incessantes pedidos para cancelar a Parada de 7 de Novembro recusou-se a essa humilhação, e deixou intacta numa da maiores demonstrações de ousadia em guerras, e mais não deixou sós os soldados na Praça Vermelha, os acompanhou toda a parada e discursou durante aproximadamente 7 minutos.
Foi um dos momentos mais gloriosos da história, pois após marcharem os soldados iam para guerra lutar com os nazistas. Foi uma demonstração não só de resistência, como também de vitória do povo soviético que se materializaria em dezembro do mesmo ano. E aqueles que lá estiveram presentes, só eles sabem a honra histórica daquele momento no papel da motivação frente a guerra com os nazistas, foi ali que se iniciou o primeiro triunfo da Grande Guerra Patriótica.
Segue-se a seguir o discurso de Josef Stálin, Secretário Geral do PCUS na íntegra.