domingo, 31 de agosto de 2014

Os maiores Heróis da União Soviética durante a Grande Guerra Patriótica




Hoje será o dia dedicado a falar dos grandes heróis da União Soviética durante a Grande Guerra Patriótica. Como se sabe dentro da historiografia soviética principalmente existiram na União Soviética milhares de heróis que foram todos aqueles que contribuíram com algo para a vitória do nazifascismo. No entanto existem aqueles que mais se destacam nesta resistência ao jugo opressivo do nazifascismo, seja na produção dos produtos de guerra, seja no front da guerra.
Aqui será feita uma lista com os 20 maiores heróis da Grande Guerra Patriótica que incluem diversos indivíduos de todas as idades sexos e nacionalidades. Trabalhadores de baixa e alta patente, soldados, professores e outros aos quais serão colocados a baixo para que se tenha em mente e jamais se esqueçam que além destes muitos outros pereceram em campo de batalha.



Yakov Pavlov


 Yakov Fedorovitch Pavlov é um sargento russo que travou armas com os nazistas em Stalingrado. Ficou conhecido em toda a União Soviética por sua bravura honrosa e valorosa frente a um glorioso pelotão recebeu ordens quase que suicidas para que resistisse com seu pelotão em um edifício no meio da cidade de Stalingrado durante as ofensivas da Wermarcht até que o Exército Vermelho os libertassem do cerco.
A resistência no edifício conhecido como Casa Pavlov até os dias atuais em Volgogrado é conhecida entre os habitantes. Sua coragem e bravura durou dois meses quando foi libertado, e de lá se tornou imortal junto com o seu pelotão que recebeu a condecoração de Herói da União Soviética.



Lydia Litvyak


Neste ranking não há só homens, temos belas rosas também, e esta foi também grande e merece ser lembrada por seus feitos lindos.
Lydia Litvyak, uma moscovita conhecida como a ''Rosa de Stalingrado'' foi uma grande heroína na mais real e verdadeira menção que se possa fazer. Aviadora da Força Aérea Vermelha desde 1941, foi em Stalingrado decisiva com 12 vitórias sobre a Luftwaffe que até ali tinha tido poucas derrotas sobre o ar.
Além dela existiram regimentos criados pelas mulheres que defendiam a URSS. Diferentemente do ocidente. Na URSS as mulheres tinham liberdade para tudo, inclusive voar. E como uma delas conquistou 11 vitórias no ar abatendo mais de meia duzia de aviões da Luftwaffe. Embora tivesse recebido honrarias ainda durante a Grande Guerra Patriótica, foi incansável e continuou lutando com ímpeto até a vitória final em Stalingrado.
Recebeu quase todos os prêmios possíveis a um cidadão da URSS em toda a história e com justiça pode ser considerada heroína, infelizmente não conseguiu sobreviver até o fim da guerra. Morreu em agosto de 1943 nos seus bravos 21 anos de pura bravura heroica feminina soviética.



Vassili Chuikov

Vassili Chuikov foi um Marechal russo da União Soviética que durante a Grande Guerra Patriótica foi Tenente-general e Comandante das tropas soviéticas em Stalingrado.
Recebendo sob suas mãos o comando do 62º Exército em Stalingrado, foi ele quem comandou heróicamente o Exército Vermelho em Stalingrado e resistiu. Sua bravura na cidade será eternamente lembrada.
Suas estratégias de guerra foram decisivas, a guerrilha urbana embora independente em Stalingrado, agiu em sincronia com o Exército Vermelho e assim conseguiu tornar-se vitorioso.




Maria Oktyabrskaya

Maria Vasilievna Oktyabrskaya é outra russa heroína no ranking dos nossos heróis. Sua bravura é e será eternamente conhecida, foi a primeira mulher no mundo a conduzir um tanque.
Maria conduziu um tanque T-34, os mais novos na época e tornou-se na época notável por ter participado do início da Operação Bragation na ofensiva contra a Polônia fascista em 1944, morreu na Ucrânia após duros combates com os nazistas locais.





Semyon Timoshenko

Semyon Timoshenko foi um Marechal ucraniano responsável por vitórias e resistências importantíssimas e memoráveis durante a Grande Guerra Patriótica nos primeiros dias da cruzada nazista na URSS.
Presidente do Comissariado Popular para a Defesa da União Soviética, Timoshenko foi um dos poucos não envolvidos com os julgamentos de 1934 a 1938 nos Processos de Moscou. Conhecido por uma postura política bem esclarecida, embora as vezes não concordasse com o Secretário Geral do PCUS Josef Stálin, sempre foi homem de sua confiança.
TImoshenko foi responsável pela resistencia das principais cidades da República Socialista Soviética da Ucrânia e organizou retiradas em Smolensk. Foi responsável pelas deportações dos cidadãos da Ucrânia para o interior do país a fim de salvá-los do extermínio dos nazistas que haviam implantado campos em toda a Polônia para o assassinato de milhões de soviéticos.
Recebeu inúmeras condecorações, era genial nas defesas das cidades, planejou junto a Zhukov e Stálin a defesa da capital Moscou. Recebia quase sempre missões muito difíceis embora sua genialidade e ótima formação garantiram a ele uma formação brilhante para que durante a guerra conquistasse batalhas importantes, foi um dos grandes marechais com M maiúsculo da Segunda Guerra Mundial.

Leonid Brejnev

Leonid Illitch Brejnev é um ucraniano que se tornou notável na União Soviética por tornar-se Secretário Geral do PCUS entre 1964 e 1982.
Conhecido não só por ser um líder político conservador, Brejnev foi um dos líderes da resistencia militar na Ucrânia e a evacuação bem sucedida nos primeiros dias da Operação Barbarrossa.
Responsável pela resistência e evacuação nas cidades ucranianas de Dnipropetrovsk junto com suas indústrias, também como Timoshenko promoveu deportações para salvar a população das tropas da Wermacht que as levaria aos Campos de Extermínio na Polônia.
Combateu em 1942 no Cáucaso e foi responsável por importante resistencia frente aos nazistas tchetchenos que combatiam pela vitória na região, vitorioso sobre os nazistas locais.
Em 1943 luta ao lado do também futuro Secretário Geral Nikhita Khruschev que iniciam uma grande ofensiva na Ucrânia rumo a oeste. Sem sombra de dúvidas foi um bom militar que defendeu com toda a bravura sua pátria trabalhando bem com suas funções embora burocráticas.

 Vassili Zairtzev

Vassili Zairtzev é um russo dos urais neto de um caçador de ursos que lhe ensinou atirar desde cedo. Alistando-se voluntariamente no Exército Vermelho no fim da década de 1930. Entrou para a história ainda como anônimo ao lutar em Stalingrado contra a ocupação nazista.
Durante a batalha ganhou notoriedade como um dos grandes Franco-atiradores soviéticos em toda a guerra. Chegando mesmo a ser desafiado pelo melhor atirador alemão da época, batalha a qual venceu, foi responsável direto pela morte de uma parte significativa de líderes da Wermacht em Stalingrado.
De 1000 soldados mortos por Franco-atiradores em Stalingrado, 242 foram mortos por Zairtzev. 2/10 germânicos morreram nas mãos de um só franco atirador, esses números são incríveis se considerarmos que Zairtzev tinha pouco tempo de treinamento e que na maior parte de seu treinamento aprendeu atirar com o seu avô.
Embora cegado de um olho em 1943 por um morteiro, foi curado por um médico e voltou ao campo de batalha onde triunfou junto com o Exército Vermelho nas demais batalhas onde venceu o Exército Vermelho na URSS. O Secretário Geral do PCUS Josef Stalin lhe concedeu inúmeras condecorações que lhe tornam imortal ao lado da eterna cidade de Stalingrado.

Galaktion Alpaidze

Galaktion Alpaidze é um Tenente general georgiano que durante a Grande Guerra Patriótica mediu forças contra o nazifascismo no Cáucaso.
Teve a honra de comandar a Divisão de Infantaria artilheira em Stalingrado durante os momentos mais críticos da resistência.
Comandou seu regimento de batalhão na vitoriosa libertação da Romênia, e auxiliou o povo romeno que havia lutado contra a ditadura das SS em Bucarest que haviam derrubado o também nazista Antonescu.
Auxiliou o Exército Vermelho na libertação de Viena ao lado dos aliados e ganhou notoriedade após uma heróica e brava vitória sobre os nazistas.
Certa vez Alpaidze conquistou uma vitória muito importante após liderando o seu regimento conseguir abater vários tanques alemães em 30 pontos diferentes ao seu redor. Destruiu 6 baterias de Artilharia também nesta mesma batalha. Tamanho foi seu heroísmo que foi galhardeado com a medalha de Herói da União Soviética e a Ordem de Lenin.

Lyudmila Pavlichenko

Lyudmila Mikhailivna Pavlichenko com toda a certeza não poderia ficar de fora também desta lista. Talvez entre os maiores heróis que estão aqui mesmo nesta lista e com toda a justiça.
Ucraniana de Tservka, hoje Oblast de Kiev, Lyudmila não era militar, pelo contrário, estudante de história da Universidade de Kiev. Alistou-se voluntariamente no Exército Vermelho a fim de defender sua terra dos nazifascistas que a invadiram em 1941. Inicialmente colocada para atuar como enfermeira recusou-se e alistou-se na Infantaria e como Franco-atiradora, uma das 2.000 mulheres que atuaram nesta área no Exército Vermelho.
Semelhantemente ao seu contemporâneo Vassili Zairtzev foi a melhor atiradora entre as mulheres em toda a guerra. Acertou 309 nazistas aproximadamente.
Contribuindo para a heroica resistencia na cidade de Odessa, retirou-se com o sua unidade para a Península da Criméia, a fim de resguardar a Frota do Mar Negro em Sebastopol. Seus números e relatos sobre sí são impressionantes. Pavlichenko chegou a ficar imóvel 18 horas seguidas como vigia de sua unidade. Foi atingida por um morteiro em 1942 e daí em diante teve de retirar-se da frente de batalha.
Foi o primeiro cidadão da União Soviética a fazer uma visita pública e ser recebida pelo presidente dos Estados Unidos da época, Franklin Delano Roosevelt no ano de 1943. A partir disso tornar-se-ía instrutora de atiradores ainda até o fim da guerra, muitos atribuem a ela um dos melhores da época.
Após o fim da Grande Guerra Patriótica foi galhardeada com todos os prêmios possíveis, mesmo assim retirou-se da vida militar e aceitou um cargo titular como assistente de pesquisas do Chefe do Quartel-general da Marinha Vermelha.
Retornou também a velha vida não tão badalada da faculdade em Kiev onde formou-se como historiadora e praticou esta função pelo resto da vida. 

Hovhannes Bagramyan


Hovhannes Bagramyan foi um brilhante comandante armênio que lutou durante a Grande Guerra Patriótica ao lado do Marechal Zhukov nas principais batalhas defensivas e ofensivas do Exército Vermelho.
Conhecido por seu brilhantismo em operações estratégicas Bagramyan era muito valorizado entre os militares na URSS. Foi instrutor e palestrante sênior na Academia de Estado-Maior da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.
Um pouco antes da guerra contra os nazistas, Bagramyan pediu para juntar-se aos comandados de Zhukov e contribuiu decisivamente tanto nas batalhas defensivas no caso de Moscou entre novembro e dezembro de 1941, como nas ofensivas posteriores.
Entre os comandantes de Zhukov foi um dos mais importantes e contribuiu decisivamente para a defesa e ataque, em Kursk comandou algumas das mais vitoriosas ofensivas desta batalha em 1943, também combateu ao lado dos Partizans na Bielorrússia para a expulsão dos nazistas que foi vitoriosa.
Stalin reconheceu seu brilhantismo e o elogiou várias vezes assim como Zhukov de quem foi o braço direito nas operações.

 Kliment Voroshilov

Kliment Voroshilov foi um marechal ucraniano e um dos mais importantes líderes militares da União Soviética entre as décadas de 1930 e 1960.  Além de um dos heróis da Revolução de Outubro de 1917, Voroshilov também pode ser citado como herói durante a Grande Guerra Patriótica com suas participações decisivas nas estratégias do Alto comando durante as ofensivas contra os nazistas na Ucrânia e Bielorrússia, além da defesa de Moscou com as retiradas em massa feita pelas deportações que tirou da frente de batalha vários cidadãos com risco de serem presos e mortos pela Wermacht.
Devido a erros táticos iniciais na Operação Barbarrossa, apesar de ter tido êxitos também como a defesa em Leningrado, Kliment Voroshilov foi substituído pelo Marechal Zhukov. Daí para frente trabalhou na pasta burocrática no Alto comando do Comissariado Popular da Defesa da URSS.

Mússia Pinkenzón

Com 11 anos de idade, o mais jovem e talvez o mais bravo desse ranking de heróis não disparou uma só bala contra a Wermacht ou SS. Não foi soldado e muito menos informante. Era um simples tocador de violino.
Filho de judeus condenados a morte em um vilarejo em Krasnodar foi preso junto com seus pais. Durante a execução com o seu violino na mão Mússia principiou a tocar o Hino dos comunistas, A internacional, todos acompanharam a música e cantaram enquanto iam sendo executados. O menino só parou de tocar quando os nazistas o executaram.




Alexander Matrosov


Alexander Matrosov foi um ucraniano que tornou-se grande herói da União Soviética durante a Grande Guerra Patriótica. Será eternamente lembrado após jogar-se frente a uma metralhadora na cidade de Pskov e morrer, o que permitiu o avanço de sua unidade.
Para alguns embora pareça mito, existe grande possibilidade de ser real, pois foi logo depois premidado por seu ato heróico e tornou-se lendário na União Soviética e mesmo hoje na Rússia é lembrado como um dos grandes heróis da Grande Guerra Patriótica.
Seu legado foi usado pelo Partido Comunista até mesmo como propaganda socialista devido a seu autossacrifício para o avanço do seus camaradas.


 Josef Stálin

Josef Vissarinovitch Dzhugashvili, popularmente conhecido por seu apelido Stalin foi com toda a certeza um dos grandes heróis da Grande Guerra Patriótica.
Um dos heróis da Revolução de Outubro de 1917, um dos líderes construtores do socialismo nas décadas de 1920 e 1930. Foi Secretário Geral do Partido Comunista da União Soviética entre os anos de 1922 e 1953. Um dos líderes mais influentes do Partido, foi praticamente o líder proeminente que alavancou a moral do povo durante a Grande Guerra Patriótica.
Seu grande ato heroico entre vários foi exatamente um dos atos mais heroicos em toda a história da humanidade, e o mais bravo e corajoso entre líderes de um Estado. Durante a invasão nazista enquanto muitos líderes locais do Partido Comunista e das Repúblicas Socialistas Soviéticas fugiam de Moscou para o centro do país, Josef Stálin organizou a resistência em Moscou e fez questão de ficar com o lema nenhum passo a trás. Muitos o aconselharam a fugir, mas Stálin ficou e afirmou que não sairia por que Moscou não cairia. Foi uma coragem de líder de Estado até hoje não vista. E mais foi ousado.
Em 7 de novembro ao invés de cancelar a Parada militar dos 24 anos da Revolução de Outubro devido a ofensiva alemã sobre Moscou. Stálin não só organizou como esteve presente e discursou em meio a bombardeio de alguns morteiros, conforme os soldados terminavam a marcha iam para a frente de batalha para defender a cidade.

Nikolay Kuznetzov

Nikolay Kuznetzov foi um russo que durante a Grande Guerra Patriótica foi o Almirante do Comissariado Popular da Frota Vermelha. Promovido ao cargo em abril de 1939, é o grande responsável pela defesa da Frota do Mar Negro e principalmente a base naval de Sebastopol entre 1941 e 1943.
Sua atuação em conjunto com os demais líderes militares soviéticos foi decisiva para a resistência no mar Negro, por vezes defendeu o Cáucaso e com operações anfíbias da Marinha garantiu triunfos e grandes êxitos, principalmente na Romênia e no bloqueio aos nazistas na Bulgária em 1944.
Suas táticas de Assalto anfíbio lhe garantiram triunfos nunca vistos e uma estratégia totalmente própria. Foi um dos mais brilhantes almirantes soviéticos e tem com grande mérito a sua vaga entre os heróis da União Soviética durante a Grande Guerra Patriotica.

Zoya Kosmodemyanskaya

Zoya Kosmodemyanskaya foi uma jovem moscovita membro da organização jovem do Partido Comunista da União Soviética, o Komsomol. Com apenas 18 anos Zoya se alista voluntariamente no Exército Vermelho e em 1941 luta contra a ocupação da União Soviética.
Morreu em novembro de 1941 após sabotar os equipamentos dos nazistas estacionados em sua cidade natal Petrischevo.
Quando ia ser morta pelos nazistas suas últimas palavras foram que não tinha o medo de morrer e que estava muito feliz por morrer pelo seu povo. Em janeiro de 1942 seria lembrada pelo Jornal Pravda devido a seu discurso registrado por um jornalista e colocado no jornal pelo editor Pyotr Lidov. Josef Stalin chegou a lhe conferir a premiação de heroína da União Soviética devido a sua ousadia e morte.

Zoya Kornyakova


Um dos poucos heróis e heroínas da Grande Guerra Patriótica vivos, a moscovita Zoya Kornyakova é também uma entre os sobreviventes em Stalingrado onde faleceram milhares de cidadãos.
Zoya conta em uma entrevista para a Associação de Veteranos em Volgogrado que no verão de 1941 se preparava para o fim do ano letivo. No entanto em 22 de junho de 1941 a situação muda com a invasão dos nazistas a URSS.
Mesmo bem jovem não só Zoya como muitos outros estudantes se alistam voluntariamente ao Exército Vermelho para a defesa da sua terra contra os invasores. Contribuindo com a equipe de ajuda médica em sua região na cidade, Zoya recebeu medalhas por isso ao lado de outros membros do Komsomol que foram decisivos na resistência da cidade com a criação de milícias.

Georgi Zhukov

Como não lembrar dele, Georgi Zhukov, o maior dos generais soviéticos na Grande Guerra Patriótica, foi o grande responsável não só pela resistência em Moscou entre novembro e dezembro de 1941 mas pelas ofensivas e a tomada de Berlim em abril de 1945 onde esteve frente a frente com os líderes nazistas que assinaram a rendição.
Galhardeado com todas as medalhas possíveis é reconhecidamente também como um dos grandes Marechais da história russa. Comparado por vezes a Suvorov e  Kutuzov. Restaurou os dias de glória ao Exército Vermelho após as derrotas na Guerra de Inverno contra o governo fascista finlandês.
Foi o grande general soviético na Grande Guerra Patriótica em substituição a Kliment Voroshilov após erros táticos de seu antecessor. Destacado para a defesa de Moscou, organizou não só a resistencia como planejou um contra ataque que afastou temporariamente os germânicos da capital. Embora tenha aconselhado o Secretário Geral do PCUS Josef Stálin a sair da cidade e ter sido duramente criticado por isso.
Zhukov não só planejou também a vitória em Moscou, como também a virada em Stalingrado e a vitória sobre os nazistas na Batalha dos Tanques em Kursk, planejou também o cerco e a tomada de Berlim pelo Exército Vermelho, embora jamais tenha achado a Hitler que era o seu objetivo declarado, chegou mesmo a afirmar que este havia fugido e que estava vivo a Stalin, o que gerou desconforto da URSS com os Estados aliados. O Secretário Geral jamais admitiu a morte de Hitler assim como Zhukov que foi com toda a certeza um dos contribuintes diretos da vitória soviética na guerra contra o nazifascismo.

Leonid Govorov

Leonid Aleksandrovich Govorov foi um comandante russo que durante a Grande Guerra Patriótica foi decisivo para a defesa da cidade de Leningrado.
Apontado no início de 1942 para comandar a resistência em Leningrado que se encontrava em cerco desde o fim de 1941. Foi um dos principais responsáveis pela defesa da cidade por meio de estratégias militares ofensivas e defensivas eficientes, resistindo por quase 3 anos, 900 dias de cerco. Leningrado resistiu heroicamente em grande parte graças a Govorov.
Em 14 de janeiro foi iniciada a ofensiva planejada pelo alto comando soviético em conjunto com os líderes militares locais. O papel de Govorov foi bastante grande, visto que comandou o exército da cidade também na Batalha de Narva.
Em 1 de março de 1944 os nazistas foram expulsos da região diretamente pelos soldados de Leningrado que serão sempre lembrados. Leonid Govorov liderou também parte do Exército Vermelho que libertou os Estados bálticos das tropas das SS.

Alexander Vasilevsky

Esse Marechal da União Soviética também jamais poderá ser esquecido como um dos grandes personagens da Grande Guerra Patriótica. Russo de nascença, Alexander Vasilevsky foi outro grande general russo contemporâneo a Zhukov, Rosskovsky, Timoshenko e outros.
Oficial do Estado Maior no início da invasão nazista, em 1943 pratica um dos maiores feitos até então nas guerras modernas, além de ofensiva. Iniciou uma ofensiva contra atacando no baixo e alto do Don na Criméia, Bielorrússia a dentro, chegando aos Estados Bálticos onde se junta a Govorov.
Com a vitória garantida no ocidente sobre o nazifascismo, Vasilevsky ganha o papel preponderante de ser o Comandante em chefe das Forças armadas no oriente na guerra contra o Japão. Embora ainda pouco estudada pela historiografia, mesmo a soviética, Vasilevsky desempenhou um papel decisivo também na derrota japonesa, visto que derrotou e expulsou da Manchúria o Japão(A Manchúria rica em minérios mantinha o Japão na Guerra do Pacífico, somente após a isto se rendem).
É também um dos grandes heróis da União Soviética e logo depois ascendeu de cargo ao ocupar a pasta de Ministro da Defesa. Embora pouco valorizado mesmo entre alguns russos foi um dos preponderantes generais soviéticos que estiveram no tempo dourado dos generais na Grande Guerra Patriótica.




Felizmente a lista apontada acima não foi satisfatória a mim, e não seria a nenhum estudante de história russo sobre o assunto, pois existe a certeza da falta ainda de muitos heróis. Muitos dos quais ainda estão vivos, morreram perdendo suas vidas na guerra contra o nazifascismo ou logo depois. Mas o mais importante no momento e que vale a pena ser lembrado é o heroísmo com que combateram pelo seu povo, por seu país e pela sua terra, sejam eles das mais diversas nacionalidades, cores, sexos ou mesmo idades. Sua bravura foi e será eternamente lembrada por cada habitante de cada uma das antigas 15 Repúblicas da União Soviética!













domingo, 24 de agosto de 2014

As nacionalidades soviéticas na luta contra o nazifascismo





Quem nunca já ouviu falar na expressão Rússia Soviética venceu a Segunda Guerra, ou a Rússia Soviética na Guerra Fria que dominava mais da metade do mundo. No entanto cabe o ressaltamento de que tais expressões além de erradas contém um enorme equívoco preonceituoso contra não somente os russos taxados de imperialistas, mas apaga na URSS a existencia das demais nacionalidades.

Antes de se iniciar a abordagem deve-se explicar por que a URSS não se trata somente da Rússia e muito menos de seu imperialismo, mas de todas as 15 Repúblicas soviéticas. De acordo com a constituição de 1924 que deu vida institucional a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, pela primeira vez na história de um país multinacional como a União Soviética o era, todas as nacionalidades possuiriam status republicano, e quanto as pequenas etnias estas possuiriam repúblicas dentro das respectivas subdivisões, isto ocorria pela primeira vez, nenhuma nação o havia feito antes.

Sem contar que de acordo com esta mesma Constituição e a posteriormente de 1936 que ampliaria estes direitos garantia autonomia das Repúblicas em relação a União. Todas as nacionalidades tinham o mesmo status, havia na URSS para administrar os problemas nacionais o SOVNARKOM(Comissariado do Conselho Popular da URSS)(Peço perdão caso a tradução não seja esta, mas espero que o sentido seja o mesmo).

O SOVNARKOM era um orgão da União, mas também subordinado ao Partido, e existente em cada uma das subdivisões nacionais da União Soviética. Posteriormente viria a ser substituído pelo Conselho de Ministros da União em 1946 que teria as mesmas atribuições. Portanto as nacionalidades tinham voz na União Soviética, e chamá-la de Rússia soviética é tão errado que nem mesmo faz sentido.

Durante a Grande Guerra Patriótica embora houvessem rebeliões locais contra os governos socialistas de muitas repúblicas locais como na Ucrânia e Cáucaso, nenhum dos movimentos foi levado a cabo pelo grosso da população, mas por líderes fascistas locais. Stepan Bandera que é o mais famoso na Ucrânia não foi o primeiro e nem será o último, pois existem muitos líderes fascistas nas demais Repúblicas, no entanto é notável o número de antigos generais russos que contribuiram para a invasão a URSS em 1941, muitos do antigo quadro do Império Russo e que lutaram contra o governo soviético na Guerra Civil Russa. Konstantin Sakharov, um dos antigos generais do Czarismo foi conselheiro de guerra de Hitler quanto a invasão a URSS.

Visto todas estas dificuldades impostas a sociedade soviética que se viu também traída por inúmeros desertores para o nazismo como ocorreu na Grande Guerra Patriótica, não seria fácil vencer o nazismo, seria necessária antes de tudo uma enorme coalizão e resistência das nacionalidades da URSS que resistiram bravamente.

Durante os primeiros meses de combate na Operação Barbarrossa Hitler deixou bem claro qual era a missão nazista no leste, exterminar Moscou do mapa assim como todos os eslavos para a colonização germânica, eram os extermínios que se iniciavam. Notadamente se houver do leitor um maior senso crítico de análise dá para perceber-se que não a toa os principais campos de extermínio encontram-se no leste, e mais não houve campos de extermínio na França, Bélgica ou qualquer país do ocidente da Europa, mas somente no leste(Favor não confundir Campos de Concentração com Campos de Extermínio). As maiores baixas e mortes eram no leste, isso não era a toa, era necessário o fim dos povos habitantes da região que deveriam dar sua terra aos povos arianos, o mesmo deveria se dar na União Soviética, as nações soviéticas sabiam perfeitamente disto.

Na Ucrânia por exemplo foram exterminados 1/3 da população, na Polônia 2/3, sem contar os demais Estados, Hungria e Romênia que eram fascistas e lutaram contra a URSS. Só no Caucaso houve uma série de extermínios de populações locais, isso leva a medidas mais radicais do governo soviético que se ve obrigado a tomar a medida de retirar a população da frente de guerra, já que esta é exterminada sem dó pelos nazistas, muitos foram deportados para leste, além dos urais onde ficaram seguros dos ataques da Luftwaffe e dos campos de extermínio das SS. Em toda a URSS os 4 anos de guerra fariam 50 milhões de mortes, 70% dos homens pereceram segundo informações do governo soviético, havia 1 homem para cada 5 mulheres em todo o Estado.

Mesmo assim muitos se negaram a partir entre mulheres, homens e funcionários do governo e se mantiveram a fim de resistir e defender a sua terra contra os invasores fascistas, na Ucrânia, por exemplo houve uma heróica resistencia em Odessa, Sebastopol segurou por quase um mês os nazistas de partirem em direção a histórica Stalingrado.

Na Bielorrússia foram formados grupos de Partizans sabotadores dos nazistas desde 1941 que danificavam as comunicações e prejudicavam com retardamento ordens dos comandantes. Sem contar os saques. Os Partizans bielorrussos talvez só sejam comparáveis em resistência aos yugoslavos na Segunda Guerra, os russos também participaram decisivamente na guerra, mas grande parte da matéria prima e material humano foi fornecido pelo resto da União. Sem a união dos habitantes da União Soviética jamais a vitória teria ocorrido.

Pensar na Grande Guerra Patriótica sem a contribuição das nacionalidades soviéticas coesas será um erro terrível, tão terrível quanto chamar a União Soviética de Rússia Soviética. Os cidadãos das Repúblicas eram organizados em seus combates locais a partir de instituições como o SOVNARKOM e o Komsomol. O surpreendente de toda a participação das nacionalidades era o voluntarismo(diferente do que se divulga no ocidente), muitos combatentes eram jovens engenheiros, políticos, professores e várias outras profissões, ou muitas mulheres jovens.

O lendário Vassili Zairtzev que se tornou um grande herói a partir dos combates em Stalingrado em 1942 era apenas um trabalhador normal de vida dos Urais e se alista voluntariamente no Exército Vermelho, o mesmo pode se dizer de outros heróis soviéticos da época. O que surpreende é que nenhum deles era político ou pertencia ao Partido Comunista, a maioria eram simples trabalhadores que dedicaram parte de suas vidas defendendo a terra em que moravam assim como seus compatriotas.

Na parte asiática da URSS os muçulmanos habitantes das Repúblicas no Cáucaso foram decisivos, pois guardaram as jazidas de petróleo que manteriam funcionando a industria nos Urais, a resistencia no Azerbaijão assim como em outras regiões foi importante para a sobrevivencia soviética na guerra, isto sem contar os alimentos provindos do Uzbequistão e do Cazaquistão que mantinham nutrido o Exército, não foi a toa que o Secretário Geral do PCUS Josef Stálin em 1941 no seu discurso de 7 de novembro disse em relação a guerra que o Exército Vermelho estava muito mais preparado do que na Guerra Civil 20 anos antes, pois agora tinham alimentos, equipamentos e apoio logístico de todos os habitantes da URSS que estiveram unidos.

Sem a união, participação e o apoio das nacionalidades a vitória sobre o nazifascismo seria impossível por parte da União Soviética. Outra vez citando palavras de Stálin, ele afirma que uma das principais formas de desestabilizar a União Soviética da qual os nazistas utilizaram foi a destruição deste laço unificador entre as nacionalidades, o objetivo de desestabilizar no entanto a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas fracassou visto que as relações amistosas e igualitárias entre todas as nações possibilitaram uma união mais forte que se saiu vitoriosa no combate ao nazifascismo em abril de 1945. Mostrando ao mundo o quão unida e poderosa era a União Soviética.



quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Por que é importante se lembrar da União Soviética e seu papel decisivo na derrota do nazifascismo






A historiografia ocidental em suas escolas a aproximadamente mais de 69 anos vem cometendo o mesmo erro todos os anos nas escolas da maior parte do mundo ao relatar a Segunda Guerra Mundial unicamente como teatro de guerra do qual foram protagonistas principais os Estados Unidos, Reino da Grã-Bretanha e França. A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas na maior parte das vezes aparece como coadjuvante neste enorme conflito do qual ainda as vezes é acusada por certos historiadores ocidentais de se uma das causadoras, e quando aparece como participante muitos debitam o seu enorme triunfo ao famoso general inverno que havia atropelado Napoleão em 1812 e que atropelou Hitler em 1941.
O objetivo desta primeira postagem é desmitificar totalmente esse papel ridículo que atribuem a URSS aqui no ocidente como apenas uma coadjuvante sortuda, o verdadeiro objetivo é trazer a memória novamente os sacrifícios empregados e sofridos pelo povo soviético junto a guerra que para as nações da União Soviética recebe mesmo um nome diferente. Na Rússia e em alguns países da antiga União Soviética, a Segunda Guerra Mundial é conhecida como a Grande Guerra Patriótica.
A frase e expressão foram utilizadas pela primeira vez não em 1941, mas em 1812 pelo então Imperador da Rússia, o Czar Alexander I que havia declarado Guerra Patriótica frente a Napoleão que invadiu a Rússia e foi derrotado. Josef Stálin, Secretário Geral do Partido Comunista da União Soviética, e um dos heróis da Revolução de Outubro de 1917 e que possuía prestígio geral junto a população assumiu a responsabilidade junto ao governo para a defesa da nação já com a Operação Barbarrossa em andamento em julho de 1941.
Em junho Stálin declarou já frente ao povo soviético a Grande Guerra Patriótica em alusão a Alexander I para que houvesse a defesa da URSS.
Apesar de muitos historiadores no ocidente durante anos terem creditado ao ambiente na União Soviética a vitória sobre os nazistas, hoje historiadores começam a discordar do assunto. O historiador João Claudio Pitillo que recentemente lançou pela editora Multifoco o livro Aço Vermelho- O segredo da vitória soviética na Segunda Guerra Mundial, que por sinal é um excelente livro, aborda o assunto e diz que o treinamento dos generais, o transporte da industria soviética para além dos urais e o desenvolvimento de armas de alta eficácia e teconologia de ponta aliados a resistencia das nações da URSS contribuiram fortemente para que a vitória ocorresse.
Alegar que o inverno foi o grande aliado soviético na Grande Guerra Patriótica é um terrível equívoco, pois o inverno prejudica não só os nazistas, os soviéticos também. A resistencia nas cidades contra a ocupação foi importante, é memorável por exemplo o caso da cidade de Odessa que resistiu em agosto de 1941 valorosamente a ocupação, sem contar a Sebastopol que retardou a operação de conquista a Stalingrado em 1942.
 Todas as grandes batalhas, sem exceção e medo de errar ocorrem no leste. A maior batalha humana de todos os tempos em todas as guerras ocorre em Stalingrado, até hoje a maior operação militar de invasão foi a Operação Barbarrossa, o maior cerco militar que se tem notícias até hoje ocorreu em Leningrado, mais de 900 dias. A maior batalha de blindados foi em Kharkov localizada na atual Ucrânia, a URSS foi o Estado na Segunda Guerra que mais libertou territórios, foram Polônia, Países Bálticos, Hungria, Romênia, Bulgária, Yugoslávia, Tchecoslováquia, metade da Áustria, Finlândia, Noruega, parte da Dinamarca Manchúria e Coréia.
A URSS teve o maior número de perdas humanas e materiais que qualquer país na guerra, foram aproximadamente 50 milhões de mortos civis e militares. 70% dos homens soviéticos pereceram, jovens e velhos nesta guerra, após a Grande Guerra Patriótica a União Soviética em seu território teria 1 homem para 5 mulheres, sendo a maior parte homens jovens de15 e 20 anos, ou velhos de mais de 40 anos, o ajuste na população só veio entre 1955 e 1960 quando além da produção voltar a ser anterior a de 1939, a população atingiu a normalidade.
Na Grande Guerra Patriótica entre 1941 e 1944, o efetivo militar dos nazistas na luta contra a URSS era muito maior do que nas guerras no norte da África, quem nos garante isso é João Claudio Pitillo em seu livro Aço vermelho. Quase mais de 70% do efetivo nazista se perdeu no leste frente a União Soviética.
Lembrar da URSS em todos estes aspectos é muito importante e este é o objetivo desta campanha que visa exatamente isso, lembrar dos sacrifícios empregados pelas nações soviéticas, é por isso que aqui no Brasil em 8 de maio de 2015, na comemoração dos 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial a Bandeira da Federação Russa merece ser hasteada como herdeira legítima da URSS, e portanto também da vitória sobre o nazifascismo, erguer a bandeira russa não só lembrará do esforço dos povos da Rússia, mas também de todas as nações da antiga União Soviética que não merecem ter o seu sacrifício no combate ao nazifascismo ser esquecido e deixado de lado como é no ocidente atualmente.
Portanto desde já peço a todos vocês que estão lendo este post para que o divulguem em todos os lugares donde puderem assim como também esta campanha tão linda que é lembrar daqueles que se sacrificaram um dia para que tenhamos nossas nações livres do nazifascismo bárbaro.
Infelizmente não poderei deixar o link do abaixo assinado por problemas de divulgação, mas deixarei aqui o link do site da petição pública Brasil para que seja divulgado

http://www.peticaopublica.com.br/default.aspx

Este é o link, peço a vocês para que o divulguem, este blog está aberto para sugestões e farei mais postagens sobre o assunto, mas é de vital importancia para este projeto que haja a divulgação desse abaixo assinado que é o Seguinte: UM LUGAR PARA A BANDEIRA RUSSA NO MONUMENTO AOS MORTOS NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL.
Por favor divulguem é importante, pois se tivermos sucesso, em 2015 no dia 8 de maio pela primeira vez e no ano dos 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial poderemos assistir a lembrança importante da participação soviética e das nações soviéticas  na batalha contra o nazifascismo aqui no Brasil.