domingo, 28 de setembro de 2014
Smolensk: A cidade russa que comemorou a sua libertação no dia de seu aniversário
Durante a última semana, em 25 de setembro de 2014, a cidade de Smolensk, localizada na Federação Russa atualmente acabou de completar dois aniversários, o primeiro se trata da fundação da cidade, e o segundo se trata da libertação da cidade ocorrida em 1943.
Smolensk a muito tempo já era foco de conflito entre os russos e demais povos situados em suas fronteiras, era uma das cidades chave na região mais a oeste da Rússia em certas épocas, e usada sempre como posto avançado de resistência. Na Grande Guerra Patriótica não seria muito diferente, pois era a única grande cidade soviética situada antes de Moscou, e na direção da capital da União Soviética. Ou seja lá uma resistencia seria imprescindível para a capital e portanto mesmo libertá-la da ocupação nazista era necessário.
Nos primeiros meses da Operação Brabarrossa Smolensk foi capturada, embora de forma implacável e difícil devido a resistencia fornecida pelos soviéticos na cidade que jamais admitiram a ocupação por completo da cidade. Param três meses para capturar uma só cidade, um ato muito heróico e que merece ser lembrado, todos os cidadãos desta cidade sabiam muito bem que passasse qual dificuldade que fosse tinham de resistir, estavam na última barreira antes de Moscou.
Os dois anos de ocupação da cidade jamais foram tranquilos, sempre houve os saboteadores e os Partzans que atormentavam aqueles que se estabeleciam na cidade, o Komsomol teve um papel dos mais importantes para isso, não é a toa que muitos de seus integrantes recebem medalhas de heróis e heroínas da URSS posteriormente.
O Exército comandado pelo general Rakutin resistiu heroicamente o quanto pode e evitou a ofensiva rumo a Moscou durante muito tempo.
Em 1943 a situação era outra, com as vitórias em Stalingrado e as ofensivas já tomando o seu curso, libertar Smolensk era importante para reestabelecer comunicações e uma cabeça de ponte para a libertação da Bielorrússia que viria se concretizar um ano depois de muitas batalhas. A libertação de Smolensk ocorre devido a própria população que constantemente sabotava as comunicações alemãs e formou guerrilhas para combates. Embora exista tudo isso, a libertação foi gradual e de forma demorada, só em setembro possuía-se condições para a libertação da cidade que foi concluída no exato dia de seu aniversário.
A libertação de Smolensk que se deu em 25 de setembro de 1943 sempre será e foi comemorada entre seus habitantes, um dia para jamais ser esquecido, pois é de dupla comemoração dos cidadãos que merecem duplamente parabéns por sua luta e de seus antepassados juntamente com os demais soviéticos na Grande Guerra Patriótica. Segundo alguns dos historiadores militares mais importantes, a libertação de Smolensk foi o começo da marcha do Exército Vermelho que só terminaria em Berlimno ano de 1945.
domingo, 21 de setembro de 2014
A libertação de Tallin em setembro de 1944
Tallin em setembro de 1944 já estava ocupada pelos exércitos nazistas da wermacht a aproximadamente quase 3 anos, desde o início da Operação Barbarrossa, e uma das primeiras cidades soviéticas de grande importância a ser ocupadas.
Cidade quase milenar e uma das mais antigas na Europa moderna e contemporânea, Tallinn é uma cidade portuária e importantíssima frente ao Golfo da Finlândia. Ocupada durante anos pelo Império Russo desde a Grande Guerra do Norte a presença germânica nesta assim como em todas as Repúblicas atuais no Mar Báltico é muito forte.
No fim da Primeira Guerra Mundial após a Revolução Russa a Estônia manteve-se assim como os demais países Bálticos como redutos que sobraram dos russos brancos. Grande parte da liderança destes países, e pode-se dizer o mesmo também da Finlândia exerciam altas funções no governo monárquico do Czar Nicolau II e tinham ainda o sonho da restauração da Rússia e a derrubada dos bolcheviques do poder, aclamados como criminosos e usurpadores do poder na época, nunca foram chamados de soviéticos antes da segunda guerra, sempre foram chamados de russos vermelhos, ou russos soviéticos esquecendo-se das demais nacionalidades como já dito em outras postagens.
Com o Pacto de não agressão germano-soviético de 1939 em virtude do perigo de uma guerra iminente com Hitler, Stálin havia preparado em volta de toda a fronteira soviética com os nazistas defesas e fortes para resistirem o quanto pudessem os ataques alemães, no entanto havia 2 perigos, um nos Estados Bálticos e outro na Finlândia, pois ambos eram redutos de risco de ataque visto que todos os governos eram ou tinham simpatias aos fascistas.
Em meados de 1940 com a latente ascensão do fascismo e o perigo de tomarem poder como foi na Letônia, os estonianos buscam o combate ao fascismo que ganhava muita força na região, os comunistas estonianos lideram então o povo rumo a novas eleições onde os comunistas por meio de um referendo nacional popular revolucionam o país de forma radical. A Estônia neste referendo adere a URSS com o status de República Socialista, quanto as demais Repúblicas, a Lituania desde 1918 mantinha laços com a URSS e só não torna-se parte desta em virtude de setores conservadores que existiam em um governo instável semelhante ao letão, no entanto a divisão interna levou a muitos opositores dos comunistas a se apoiarem nos nazistas e com o perigo de invasão nazista em 1939 e 1940, o governo passa para ação direta e pede proteção a URSS. Já a Letônia que já era uma ditadura desde 1934 com a ascensão de Karlis Ulmanis ao poder viu-se isolado já que grande parte da população apoiava os soviéticos, retirou-se do poder e apoiou os nazistas na guerra posterior, seu neto inclusive torna-se líder da Estônia pós-soviética na década de 1990.
Com a Operação Barbarrossa em andamento rapidamente a Estônia foi ocupada com a colaboração de muitos antigos líderes do exército branco. Johan Pitka foi um dos principais colaboradores da ocupação alemã que recebe ajuda fraternal dos estônianos no estrangeiro após a adesão da Estônia a URSS em 1940. A região foi uma das principais pontas de lança para os ataques ao norte da URSS, a região de Leningrado e mesmo o cerco da cidade se deu pela ofensiva nazista apoiada pelos nazistas estonianos.
Em 1943 após a derrota dos exércitos nazistas no Sul, Stalingrado, centro Bielorrússia e Ucrânia, em 1944 o norte era o objetivo principal de libertação especialmente Leningrado que já resistia heroicamente três anos de cerco. Libertada em 27 de janeiro de 1944 pelos líderes militares do Exército Vermelho Kliment Voroshilov, Giorgi Zhukov e Leonid Govorov seguiram a ofensiva rumo a libertação dos países bálticos para a libertação destes ainda em 1944. No entanto a tarefa não seria simples visto que o grupamento norte da Wermacht sediada no Báltico tinha ainda apoio da Finlândia.
Durante os anos de ocupação nazista o terror foi instaurado na região, além de líderes comunistas terem sido perseguidos, muitos estonianos que se consideravam da raça ariana perseguiram os russos, bielorrussos e poloneses que habitavam no Mar Báltico e na Estônia. Praticou-se largamente o extermínio de grande parte da população local, visto que muitos eram russos ainda nesta época, nos anos de 1941 e 1942 a ordem era colonizar estas regiões que fariam parte do ''espaço vital alemão''. Por isso muitos alemães lá permanecem mesmo após a guerra, não somente na Estônia como Letônia e Lithuania, para facilitar a administração local foram fundadas em todos os territórios ocupados várias divisões da Shutsztaffel(SS), na Estônia por exemplo foi fundada a 20º Divisão de garnadeiros da Waffen SS ou 1º Divisão Estoniana.
A 20º Divisão de granadeiros da Waffen SS era constituído não só por estonianos colaboracionistas, mas
também por lithuanos e outros combatentes que faziam parte desta divisão semelhante a Divisão Azul constituída por portugueses e espanhóis que lutaram no cerco de Leningrado. Mas diferentemente deles, esta 20º Divisão não pertencia a qualquer país como alegam muitos estonianos, mas a Alemanha nazista que fundou esta divisão para combater neste local comunistas e a população que resistisse a ocupação. Seu líder era Franz Augsberger que havia apoiado a Anexação da Áustria em 1938, Anchluss.
Na Batalha de Narva quando Govorov entrou na Estônia a 20º Divisão defendeu a região sob a bandeira de independencia estoniana, mas como não havia líder de Estado e esta era uma República Socialista Soviética que aderiu a URSS em 1940 a luta deveria continuar até a expulsão dos nazistas, pois era território soviético. Liderados por Johan Pitka que havia sido um marinheiro importante durante o Czarismo, e lutou como russo branco na guerra civil, a divisão ''estoniana'' das SS foi fácilmente derrotada devido a seu pequeníssimo contingente militar que também não era um dos melhores.
Em agosto de 1944 numa tentativa de assegurar a paz com a URSS o governo colaboracionista proclama a independencia da Estônia como governo fantoche dos nazistas a fim de conseguir a paz semelhantemente a Finlândia e garantir no poder o presidente estoniano Juri Uluots. No entanto fracassada esta manobra dos líderes locais garantiu mais uma derrota aos fascistas. Uluots foge covardemente para a Suécia e quanto a Johan Pitka, este acaba fugindo para a Finlândia, aonde se exila até morrer no mesmo ano de 1944 sem mesmo que a União Soviética soubesse do acontecido.
Em setembro de 1944 o governo local dos nazistas se retira de Tallin e deixa só não somente a 20º Divisão com poucas tropas para a defesa da capital como deixa sós os líderes da Estônia que já haviam sido abandonados por seus próprios líderes, com o apoio da população local nas contra informações a favor dos soviéticos rapidamente tomaram a decisão de capturarem Tallin que era o principal reduto dos Exército do norte.
A vitória e libertação de Tallin ocorre em meio a fuga da 20º Divisão das SS local que deixa para trás uma cidade totalmente devastada e com mais da metade da população morta devido ao Estado policial mantido pelos nazistas, sem contar que grande parte da população não estoniana foi praticamente exterminada, muitos alemães permanecem no entanto no local e colaboram com o governo soviético. O reestabelecimento da República Socialista Soviética da Estônia ocorre no mesmo mês assim como uma reorganização do Estado.
Quanto a 20º Divisão das SS continuou na luta pela ''libertação'' da Estônia até quase o fim da guerra, foi totalmente dissolvida em Maio de 1945 quando os nazistas assinam a capitulação.
Embora seja um tema muito polêmico a revisão da história da Segunda Guerra Mundial nos Estados do Mar Báltico e em muitos países da ex-URSS tem causado extremo temor pelo renascimento do nazifascismo na região. Principalmente a partir do ano de 2012 quando o parlamento estoniano reconheceu como heróis da libertação da Estônia todos aqueles que combateram pela libertação da Estônia, sejam de qual partidarismo ou militância política fossem, ou seja, estão dentro até os nazistas da 20º Divisão das SS que ''lutaram pela independência'' da Estônia. Embora seja um tema polêmico demais, ressuscita somente um fantasma perigoso do nazifascismo que nunca havia morrido na Europa e que a passos lentos vai ressuscitando.
Mesmo assim não há como negar que a libertação de Tallinn em setembro de 1944 pelo Exército Vermelho foi decisiva para o povo estoniano local, visto que o governo nazista praticou massacres e o país seria uma colônia dos nazistas e não um Estado, mas isso é outra história.
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Rosas e canhões: As mulheres na luta contra o nazifascismo
Talvez na postagem onde falou-se sobre os heróis da Grande Guerra Patriótica aqueles leitores com maior atenção tenham percebido que o ranking aqui feito continha um bom número de mulheres que poderia até ter sido maior, mas que não caberia dentro da postagem que ficaria longa demais. Mas o certo é que sem sombra de dúvidas a participação feminina na luta contra o nazifascismo foi outro fator decisivo e que contribuiu sem sombra de dúvidas para até o período posterior a guerra. Visto que 70% dos adultos de sexo masculino pereceram e grande parte das divisões que entraram em Berlim possuíam mulheres, umas até inteiras de pessoas do sexo feminino e de variadas nacionalidades, russas, polonesas, sérvias, polacas, bielorrussas e outras.
A figura feminina na história russa sempre foi forte na política, embora não fosse valorizada com o seu devido valor. Durante o período do Império Russo embora mulheres sofressem opressão por parte dos homens o seu maior imperador, ou imperatriz foi uma mulher. Ekaterina II que reinou entre 1762 e 1796, foi o indivíduo que ficou mais tempo no poder na história russa. Mesmo assim mulheres sofriam forte opressão na sociedade e eram acudidas pelo ortodoxismo da Igreja de certa forma que na época ainda era muito conservadora.
A Revolução de Outubro de 1917 trouxe consigo uma gama de mudanças, e com os comunistas fazendo radicais mudanças na sociedade, a primeira delas foi a abolição da posse masculina sobre a mulher(Embora continuasse no ocidente, e no Brasil até 2003), tal lei foi a maior conquista feminina, isso se não somar-se as demais de ter uma vida social e não mais apenas doméstica, e mesmo a diminuição da carga horária, por que muitas na cidade trabalhavam em fábricas por 12 horas seguidas, agora, porém isso havia mudado e a partir de 1936 com a Constituição deste mesmo ano, todos passaram a trabalhar 7 horas diárias, fosse qual fosse sua função.
No entanto as mulheres também assim como os homens poderiam fazer carreira militar no Exército Vermelho e tornar-se membros do PCUS, Krupskaya era membro de importantes comitês no Partido assim como Alexandra Kollontai. Havia também outras milhares. No Exército Vermelho havia batalhões só formados pelo sexo feminino no início da década de 1940, embora muitas ainda desejassem passar longe e achavam que ''isso não era coisa de mulher''.
O número de voluntárias no Exército Vermelho era enorme, só no fim da década de 1930 chegava perto de meio milhão, durante a Grande Guerra Patriótica estima-se que 800.000 mulheres combateram pelo Exército Vermelho. As personagens que mais se destacaram na guerra já foram colocadas no post sobre os heróis da Grande Guerra Patriótica. Lydia Litvyak, notavel aviadora do Exército Vermelho e que lutou em Stalingrado; Maria Oktyabrskaya primeira mulher a dirigir um tanque no mundo, e foi o T-34; Lyudmila Pavlichenko a maior Franco-atiradora do mundo na época e outras.
No entanto existem estimativas de haverem mais mulheres do que dito, pois exsitem ainda aquelas que receberam medalhas por atuarem na ajuda médica aos combatentes da guerra, as milhares de agentes do Komsomol, as Partizans, pois também lutaram nestes batalhões não só no Exército Vermelho. Muitas mulheres participaram direta e indiretamente na URSS na vitória sobre o nazifascismo e principalmente na reconstrução da sociedade soviética que se via totalmente destruída no oeste, e mais da metade dos homens estavam mortos. Na União Soviética que se segue a Segunda Guerra mundial havia mais mulheres na industria do que homens assim como em qualquer lugar na URSS, havia 1 homem para cada 5 mulheres, o que viria somente a estabilizar-se no ano de 1959.
E fotos de mulheres combatendo e seus batalhões é que não faltam. Existem aos milhares, muitas rosas morreram perante os canhões fascistas, mas outras os derrotaram e triunfaram em Berlim. As mulheres contribuíram principalmente na resistência e organização nas cidades cercadas ou ocupadas visto que algumas não eram mortas por serem mulheres, os homens e jovens eram mortos todos. Em Stalingrado e Leningrado as mulheres contribuíram com o racionamento de comida e energia, catavam lenha e trabalhavam nas indústrias dos urais e minas de carvão, sendo tão importantes quanto as que estavam na frente de batalha.
Aqui segue-se no fim deste post algumas fotos de mulheres seus batalhões femininos que combateram contra o nazifascismo pela liberdade das nações da União Soviética








segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Leningrado: A cidade que resistiu 900 dias ao cerco nazista
Em 8 de setembro de 1941, hoje é iniciado um dos cercos militares mais longos da história, o mais longo do século XX e da Segunda Guerra Mundial. O Cerco de Leningrado.
Leningrado era a antiga capital do Império Russo entre 1721 e 1917 com o famoso nome retomado após 1991 de São Petersburgo. Após a Revolução de Outubro de 1917 seu nome muda duas vezes, primeiro para Petrogrado e depois para Leningrado, em homenagem ao antigo líder soviético Vladimir Lenin que havia morrido em janeiro de 1924.
Uma das cidades mais desenvolvidas no período dos Planos Quinquenais, a cidade era uma das principais economicamente falando dentro do sistema soviético, era a segunda mais populosa já em meados da década de 1930, perdia para Moscou somente.
Em junho de 1941 após semanas de resistência ao longo das linhas do Mar Báltico, as Repúblicas Socialistas Soviéticas da Livônia, Lithuania e Estônia caíram em julho de 1941, e a Finlândia se encontrava em uma ofensiva rumo a União Soviética também após conquistarem vitórias frente ao Exército Vermelho na Carélia.
Desde o início da Operação Barbarrossa, ou mesmo antes, Finlândia e a III Reich trabalhavam em conjunto com ambos os governos sob a diretiva da ideologia nazi-fascista. Embora tenha se rendido em fins de 1944 a URSS, os fascistas continuam no poder posteriormente ao fim da guerra. Com o fim da Guerra de Inverno e a Operação Barbarrossa em junho de 1941 foi a chance perfeita dos finlandeses construírem a Grande Finlândia com a qual tanto sonhavam.
No entanto em agosto a rápida ofensiva nazista foi por vezes parada por resistencias heróicas como vimos anteriormente em outros posts. Odessa, Minsk e outras cidades resistiram bravamente os ataques dos nazistas durante bastante tempo e ainda constituíram grupos de resistencia locais a partir do Komsomol com a constituição de grupos guerrilheiros de libertação a partir de trabalhadores locais e membros dos governos, eram os Partizans, que não só atuaram restritamente na URSS, mas em todos os países ocupados pela Alemanha e seus aliados, Finlândia, Romênia, Bulgária, Hungria e Itália.
Na ofensiva do norte no início de setembro os bombardeios a Leningrado se iniciam, as ordens de Hitler eram claras, apagar as cidades soviéticas do mapa, os bombardeios no inicio duram semanas, e a cidade esteve constantemente em chamas mas jamais os nazistas penetraram na cidade adentro nestes dias.
Mannheim, Marechal finlandês que desejava retomar as posições pertencentes a Suécia no Báltico no século XVIII contribuiu com ataques ao Exército Vermelho que se aproximasse da cidade, a população que não se rendia, mas resistia conseguiu sobreviver ao cerco nos primeiros meses que foram os mais difíceis devido ao isolamento da cidade e a falta de comunicação com a capital Moscou, visto que esta estava sob ofensiva direta da Wermacht.
Sede dos principais institutos científicos da URSS, notadamente muitos cientistas participaram do combate ao nazifascismo na cidade e contribuíram com técnicas e plantas que haviam sido criadas em laboratório, embora muitos cientistas se negassem a tal devido a pesquisas com sementes, muitos as distribuiram entre a população para que saciassem a fome nos dias de cerco.
Durante os 900 dias de cerco era impossível que a energia durasse para sempre visto que a cidade estava em cerco, os dias de inverno forma os piores, pois os bombardeios e tiroteios não eram nada se comparados a fome e o frio por que passaram os cidadãos que resistiram em Leningrado.
O comissário da cidade responsável pela resistência ordenou que se cortasse as árvores para o fornecimento de energia a cidade. O ano de 1943 foi o mais duro, embora os ataques tivessem cessado devido a campanha em Stalingrado ao sul, a cidade esteve sem energia e a única forma pela qual era mantida a comunicação era por meio do que ainda havia sobrado dos telégrafos.
Leonid Govorov, um dos heróis listados no post sobre os heróis da Grande Guerra Patriótica é o grande líder da resistência em Leningrado. Foi um dos responsáveis pela sobrevivencia da cidade que seria libertada em janeiro de 1944.
Na cidade também atuou com grande importância o antigo Comissário da defesa, Kliment Voroshilov encarregado de defender o front norte da URSS. Grantindo a comunicação com a cidade isolada desde 1941, isso torna-se de suma importância para a defesa da cidade, pois com as comunicações restabelecidas, podia-se novamente enviar recursos para a população que diminuia a cada dia que passava na cidade.
A Divisão Azul mandada pelos países íberos, Portugal e Espanha combateu também também enquanto os alemães combatiam em Stalingrado.
Os duros combates e o Cerco durou até 27 de janeiro de 1944 quando Zhukov ao lado de Voroshilov acodem Govorov e libertam Leningrado finalmente após quase dois anos de cerco quase interminável pelos germânicos e finlandeses.
No fim muitos cidadãos em Leningrado pereceram mas a cidade permaneceu de pé. Foram aproximadamente 1.000.000 de mortos durante todo o cerco, mais um milhão de soldados mortos capturados, ou desaparecidos, foram 2 milhões de vítimas no maior cerco militar da modernidade onde prevaleceu a força e bravura da população da cidade durante um cerco de quase 3 anos.
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