quinta-feira, 2 de outubro de 2014

A Batalha de Moscou Parte I: Operação Tufão






Essa será a primeira de uma série de três postagens da batalha mais importante da Grande Guerra Patriótica, conforme destacado, esta primeira será especificamente focada na Operação Tufão. Denominada assim para que fosse rápida e arrasadora sobre Moscou, seus objetivos eram principalmente cercar a cidade e capturá-la em um mês no mínimo, o que não ocorre, pois a cidade resistiu e o inverno chegou. Paralisando as operações de guerra, fazendo a resistência da cidade a primeira derrota da Blitzkrieg nazista de grande importância, visto que falha em seu objetivo de capturar Moscou.
A Operação Tufão teve início oficialmente em 1 de outubro de 1941 quando as tropas de Fedor Von Beck que faziam parte do grupo de exércitos do centro partem para Moscou após a queda de Smolensk.
Como foi colocado no post anterior, Smolensk era uma cidade chave, sua captura abria caminho para as portas de Moscou, para Hitler embora fosse custosa a vitória em Smolensk, acreditava que os soviéticos já não possuíam mais exércitos e nem organização capaz de defender Moscou, a sua euforia como a de muitos nazistas era enorme.
Já em Smolensk e em outras cidades na Bielorrússia havia sido latente que os nazistas não teriam capacidade de vencer sós, pois o Japão que tinha a missão de invadir a União Soviética pela Manchúria não o fez no extremo oriente, o que deixava o Estado lutando em só uma frente e garantia toda a força concentrada contra os nazistas. A resistencia em Smolensk comprovou que a máquina nazista não era invencível e irresistível, podendo ser parada e vencida, visto que houve um contra ataque embora sem muito sucesso do Exército Vermelho.
Em outubro, em Moscou não se falava e nem pensava em outro assunto a não ser a aproximação dos nazistas, todos estavam em pânico, embora a propaganda do Partido Comunista procurasse acalmá-los, mesmo assim a população se preparou para a batalha pela defesa da capital, foram construídas inúmeras barricadas, voluntários de todas as Repúblicas Socialistas Soviéticas juntavam-se aos russos nessa decisiva batalha pela vida da própria URSS.
No dia 15 começam os bombardeios a capital , a primeira a sofrer bombardeio é a região de Volokolamsk que se localiza no Oblast moscovita. A defesa nessas regiões foi heróica, Ivan Panfilov foi um destes heróis que lutaram com bravura na defesa de Moscou, por sua vez designado para a defender Moscou, Giorgi Zhukov foi nomeado marechal.
Zhukov com o Komsomol foram os principais responsáveis pela organização da defesa em Moscou, foram feitas várias barricadas nas cidades próximas ao Kremlin, milícias locais de voluntários foram criadas, mesmo assim muitos locais foram evacuados e a muita gente foge da cidade temendo a invasão alemã e queda de Moscou. Inclusive o governo que passou para a parte leste da cidade de Kuybychev (Atualmente Samara). No entanto alguns membros do Partido e mais corajosamente Stálin se mantiveram na capital soviética e resistiram vitoriosamente.
As principais forças de defesa da URSS presentes na capital eram a Frente Ocidental Soviética, Frente de Reserva, Frente de Briansk e Frente Kalinin. Todas estas liderados por Giorgi Zhukov, Aleksander Vassilievskiy, Bóris Shaposhnikov, Ivan Konev, Yakov Tcherevchenko e outros. Todos condecorados como heróis com todas as honrarias possíveis a qualquer um bravo herói na URSS.
A população moscovita resistiu ainda mais heroicamente e em condições muito precárias devido a falta de telecomunicações e a chegada do inverno, embora não tivesse faltado energia na cidade, os alimentos e outros recursos foram racionalizados por pelo menos 2 meses, entre novembro e dezembro. Embora tivesse sido tempos difíceis, o povo moscovita foi bravo e resistiu com bravura talvez nunca antes vista na URSS desde a Guerra Civil entre 1918 e 1920.
A vitória foi alcançada em dezembro após uma ofensiva feita pelo Exército Vermelho liderado por Zhukov e de quebra retirou a ameaça da queda da capital perante os nazistas. Essa foi a primeira derrota dos nazistas. Stálin notadamente em 7 de novembro havia dito com toda a boa fé que a vitória do Exército Vermelho seria certa devido ao desgaste dos nazistas, e estava correto. Seu acerto foi tão enorme que pode mesmo presenciar os frutos de seu discurso ao vivo, o que é para poucos.
















Nenhum comentário:

Postar um comentário